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HC de Ribeirão Preto adota plano de emergência após suspensão de atendimentos na Beneficência Portuguesa

Hospital das Clínicas afirma que não houve impacto imediato, apesar de ocupação de leitos próxima do limite na unidade de emergência
HC
Luis Augusto/CBN Ribeirão

O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto colocou em prática um plano de emergência para reorganizar o atendimento de urgência e emergência após a suspensão temporária dos serviços prestados pela Beneficência Portuguesa. Segundo a direção da unidade de emergência do HC, até o momento não houve aumento significativo na demanda, mesmo com a taxa de ocupação de leitos já operando próxima do limite.

Coletiva

As informações foram apresentadas durante entrevista coletiva realizada na unidade de emergência do Hospital das Clínicas. Participaram o coordenador do HC-UE, médico Luiz Stracieri, e a médica Ana Cristina Bertou, responsável técnica pelo Núcleo Interno de Regulação (NIR).

De acordo com os representantes do hospital, nas primeiras 48 horas após a suspensão dos atendimentos da Beneficência Portuguesa não foram observados reflexos negativos no fluxo de pacientes. Atualmente, a ocupação de leitos no HC-UE varia entre 95% e 97%.

Plano

O plano de emergência prevê a criação de atendimentos extras em um complexo regulador para redistribuir os pacientes entre diferentes unidades de saúde. Além do HC-UE, o fluxo poderá ser direcionado para o Hospital Santa Teresa e o Hospital Estadual de Ribeirão Preto.

Caso seja necessário, o Hospital Estadual de Serrana também poderá apoiar o atendimento. Segundo a coordenação, os casos de maior complexidade continuarão sendo encaminhados prioritariamente para o Hospital das Clínicas.

Cirurgias

A direção do HC-UE informou que, até o momento, não há previsão de cancelamento de cirurgias eletivas já agendadas na unidade de emergência. Segundo o coordenador, essa possibilidade não foi cogitada neste estágio do plano.

A avaliação é de que ainda é cedo para medir o impacto real da suspensão dos atendimentos da Beneficência Portuguesa, já que o volume total de pacientes que pode ser absorvido pelo sistema ainda é desconhecido.

Avaliação

Os gestores do hospital destacaram que a demanda pode variar nos próximos dias, em função da sazonalidade e do comportamento dos atendimentos de urgência. Por isso, o cenário segue sendo monitorado de forma contínua.

A expectativa é que, com o passar do tempo, seja possível ter um diagnóstico mais preciso sobre o impacto da suspensão e a necessidade de ajustes no plano emergencial.

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