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HC de Ribeirão recebe ampolas de substância considerada antídoto contra intoxicação por metanol

HC de Ribeirão recebe ampolas de substância considerada antídoto contra intoxicação por metanol
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HC de Ribeirão recebe ampolas de substância considerada antídoto contra intoxicação por metanol

HC de Ribeirão recebe ampolas de substância considerada antídoto contra intoxicação por metanol

Hospitais em São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto receberão ampolas de etanol etílico absoluto, considerado um antídoto no tratamento de pacientes contaminados por metanol. A Secretaria Estadual de Saúde fez o anúncio na manhã desta sexta-feira.

Como o Etanol Age Contra o Metanol?

O tratamento com etanol etílico absoluto baseia-se na metabolização seletiva de substâncias no organismo. O professor Bruno Espinoza de Martínez, do Departamento de Química do Laboratório Toxicológico Forense da USP, explica que o corpo prioriza a metabolização do etanol em vez do metanol. Ao administrar etanol intravenoso, o organismo foca em metabolizar essa substância, impedindo que o metanol seja metabolizado e forme compostos tóxicos como formaldeído e ácido fórmico, responsáveis pelos graves sintomas de intoxicação, incluindo problemas de visão e danos celulares.

Administração Controlada e Casos Suspeitos

É crucial ressaltar que a administração de etanol etílico absoluto deve ser realizada exclusivamente em unidades hospitalares, sob supervisão médica. Fora desse ambiente controlado, o uso pode ser prejudicial à saúde, sendo desaconselhável o consumo ou automedicação. O antídoto é um etanol específico para fins médicos. Até o momento, o estado de São Paulo registrou 11 casos confirmados de intoxicação por metanol e uma morte. Outros 37 casos estão sob investigação, incluindo um incidente em Barrinha, onde um homem foi hospitalizado após consumir whisky.

Análises e Investigações em Andamento

O HC de Ribeirão Preto também realizará análises de amostras de sangue de pacientes com suspeita de intoxicação por metanol. A expectativa é que pelo menos 10 casos sejam encaminhados para a unidade, reforçando os trabalhos da capital. As análises também serão direcionadas para Botucatu e Campinas, com o objetivo de agilizar os diagnósticos. O professor Bruno Espinoza detalhou que a análise das amostras de sangue contaminadas utiliza uma técnica de cromatografia para identificar substâncias voláteis, como o metanol. O mesmo método pode ser aplicado para analisar bebidas adulteradas, embora essa responsabilidade recaia sobre a polícia. Recentemente, a polícia de Jaboticabal apreendeu mais de mil garrafas de bebida alcoólica suspeitas de falsificação, após uma denúncia anônima.

As medidas visam combater o aumento de casos de intoxicação por metanol, garantindo o tratamento adequado e a investigação das fontes de contaminação.

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