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HC de Ribeirão tem ao menos 5,5 mil pacientes aguardando por cirurgia

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cirurgia no HC de Ribeirão
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Fila de espera por cirurgias no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto

O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto enfrenta uma grave crise que afeta diretamente centenas de pacientes. A principal problemática é uma extensa fila de espera por cirurgias, com pelo menos 5.500 pacientes aguardando por procedimentos sem data definida. Situação que impacta diretamente na vida de pessoas como João Lucindo da Silva, diagnosticado com glaucoma em 2019 e aguardando cirurgia desde 2020, com sua visão se deteriorando progressivamente.

Falta de funcionários e fechamento de leitos

A raiz do problema se encontra na escassez de funcionários. Desde a pandemia, cerca de 600 trabalhadores pediram demissão, levando ao fechamento de leitos por falta de mão de obra. O médico José Sebastião dos Santos explica que a falta de autorização governamental para reposição automática de funcionários agrava a situação, pois o processo de contratação e capacitação de profissionais especializados é demorado, e o mercado acaba absorvendo esses profissionais formados pelo HC. Essa situação, combinada com o aumento da demanda por atendimento durante a pandemia, resultou no adiamento de centenas de cirurgias não urgentes.

Impacto na vida dos pacientes

A espera prolongada impacta profundamente a vida dos pacientes. Diana Aparecida Cardoso, por exemplo, aguarda desde 2019 por uma cirurgia no nariz e, após sofrer um atropelamento, também espera por uma cirurgia no tornozelo desde 2020. A falta de respostas e a impotência diante do sistema de saúde geram angústia e desesperança. O médico José Sebastião destaca que a falta de funcionários prejudicou o funcionamento interno do hospital, afetando a disponibilidade de leitos, exames de imagem e a capacidade de realizar cirurgias.

Apesar das dificuldades, o Hospital das Clínicas informou em nota que a fila de cirurgias tem diminuído desde o início do ano, com tempo médio de espera de cinco meses, dependendo da especialidade. A instituição afirma que atualmente opera com 14 salas cirúrgicas, o que deve contribuir para a redução gradual da fila de espera. A situação, no entanto, permanece crítica e exige medidas urgentes para garantir o atendimento adequado à população.

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