Adolescente de 11 anos ficou em estado vegetativo após erro médico, em novembro de 2000
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e o médico Wesley Menegat Ferreira de Faria foram condenados a indenizar a família de Douglas Rodriguez da Silva, que ficou em estado vegetativo após um erro médico. A decisão, proferida pela primeira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, estabelece o pagamento de R$218 mil por danos morais, além de uma pensão mensal vitalícia de R$2.180.
O Acidente e a Traqueostomia
Em outubro de 2000, Douglas, então com 11 anos, foi atropelado e levado ao Hospital das Clínicas. No início de novembro, ele passou por uma traqueostomia, procedimento comum em casos de emergência respiratória. A situação parecia estar sob controle, mas o que aconteceu meses depois mudaria drasticamente o curso de sua vida.
O Erro Médico Crucial
Em março de 2001, Douglas retornou ao hospital para uma cirurgia na laringe. Três dias após o procedimento, o médico residente Wesley de Faria cometeu um erro ao inserir uma cânula de tamanho inadequado. Essa falha provocou uma parada cardiorrespiratória, privando o cérebro do menino de oxigênio por um período crítico.
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As Consequências Devastadoras
A falta de oxigenação cerebral resultou em danos irreversíveis, levando Douglas a um estado vegetativo permanente. A família buscou justiça, e após um longo processo, o hospital e o médico foram considerados responsáveis pelo ocorrido. Os valores da indenização e da pensão serão corrigidos a partir de novembro de 2011, data da decisão em primeira instância.
Embora a compensação financeira não possa reverter a tragédia, ela representa um reconhecimento da responsabilidade e um suporte para os cuidados contínuos que Douglas necessita.



