Estudo quer avaliar a segurança da vacina, possíveis efeitos colaterais e qual dosagem apresenta a resposta imunológica melhor
Voluntários de Itamogi e São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais, e Ribeirão Preto, em São Paulo, começaram a receber a primeira dose da vacina Butanvac. Esta é uma fase de testes com voluntários selecionados em cidades onde a vacinação ainda não estava tão avançada.
Testes da Butanvac: Segurança e Imunogenicidade
O médico Rodrigo Calado, coordenador do estudo em Ribeirão Preto, explica que a fase inicial de testes da Butanvac envolveu mais de 300 voluntários. O objetivo principal é avaliar a segurança da vacina e a resposta imunológica gerada por três doses diferentes (1, 3 e 10 microgramas). Até o momento, não foram registrados efeitos colaterais significativos.
Mudanças na Metodologia: Comparação com a Coronavac
Inicialmente, a Butanvac seria comparada a um placebo. No entanto, devido ao avanço da vacinação no país, a Anvisa e o Conep aprovaram uma mudança na metodologia. Agora, a Butanvac é comparada à Coronavac. Todos os voluntários recebem uma vacina, eliminando a questão ética de aplicar placebo em um momento em que imunizantes estão disponíveis. A escolha da vacina recebida é cega tanto para os voluntários quanto para os médicos.
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Próximas Fases e Disponibilidade
Após a conclusão da primeira fase, com a análise da segurança e da resposta imunológica, será definida a melhor dose da vacina. A fase 3 do estudo envolverá um número maior de voluntários para avaliar a proteção da Butanvac contra a Covid-19. Estima-se que até o início de 2024 haja resultados para solicitar o uso da vacina. A Butanvac tem a vantagem de ser produzida integralmente no Brasil, no Instituto Butantan, sem depender da importação de insumos, o que garante maior autonomia e rapidez na produção.



