Cidades da DRS de Franca também se mobilizam para abrir novas leitos e aliviar a pressão no sistema de saúde
A crescente demanda por leitos de UTI em Ribeirão Preto e região levou à reclassificação da região para a fase mais restritiva do Plano São Paulo. A superlotação hospitalar, combinada com o aumento de casos positivos e mortes por Covid-19, foram os principais fatores que pesaram nessa decisão.
Cenário de Superlotação Hospitalar
Hospitais públicos e privados da região estão operando com taxas de ocupação extremamente altas. Instituições como o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, e hospitais em Franca, reportaram ocupação de 100% dos leitos de UTI por vários dias. A situação é agravada pelo tempo de espera para transferência de pacientes para UTIs, com pessoas aguardando dias por vagas.
Ações para Enfrentar a Crise
Para tentar mitigar a crise, o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto anunciou a abertura de novos leitos de UTI, chegando a um total de 58. Outras instituições, como a Unimede Ribeirão Preto, também estão aumentando sua capacidade de atendimento, contratando mais profissionais e ampliando a estrutura. Apesar dos esforços, a demanda continua alta, com hospitais privados registrando ocupação média de 70% a 75% dos leitos de Covid-19.
Leia também
- RP Mobi pretende instalar mais câmeras e abrir concurso público para contratação de funcionários
- Fraude em contratação pública saúde: Justiça condena ex-funcionários da Prefeitura de Brodowski por fraude em licitação
- Paciente de 63 anos vai para a UTI após lifting facial com dentista em Ribeirão Preto
Desafios e Preocupações
A situação atual é considerada bem diferente da primeira onda da pandemia. O aumento de casos de Covid-19 se soma à demanda por atendimentos de outras especialidades, aumentando a pressão sobre o sistema de saúde. A dificuldade em encontrar profissionais de saúde para atender a demanda crescente é um dos principais desafios. A alta taxa de ocupação dos leitos e o tempo prolongado de internação dos pacientes contribuem para a sobrecarga do sistema, dificultando a rotatividade e a disponibilidade de vagas.


