Principal objetivo é alertar a população sobre a doença; tratamento é gratuito e dura entre seis meses e um ano
Janeiro, mês da campanha mundial de combate à hanseníase, teve ação especial no Hospital das Clínicas em 26 de janeiro, Dia Mundial de Combate à Hanseníase. Apesar de ser uma das doenças mais antigas registradas, a falta de informação e tratamento resulta em mais de 200 mil casos novos por ano no mundo, com o Brasil em segundo lugar no ranking.
Hanseníase: uma doença negligenciada
A médica Helena Lugão alerta que a hanseníase é subnotificada por pacientes e profissionais de saúde que acreditam que a doença foi erradicada. A hanseníase é causada por uma micobactéria e tratada com antibióticos, gratuitamente pelo SUS. Apesar da crença de que a doença foi eliminada, no Brasil, o número de novos casos de hanseníase é próximo ao de novos casos de HIV, mostrando a necessidade de atenção.
Sintomas e Diagnóstico
A médica destaca a importância da população estar atenta aos sintomas, já que muitas vezes a pessoa infectada precisa identificar e procurar ajuda médica. O diagnóstico é simples e o tratamento, gratuito. As principais características são manchas na pele com alteração de sensibilidade (falta de sensação de calor, frio, dor ou toque). Manchas brancas ou avermelhadas que não doem são um sinal de alerta. Ao identificar qualquer sintoma, a pessoa deve procurar assistência médica imediatamente.
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Combate ao preconceito e conscientização
O objetivo da campanha é reduzir o preconceito e conscientizar a população sobre os sintomas e a cura da hanseníase. O tratamento dura de 6 a 12 meses e é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde. É importante ressaltar que a transmissão da doença cessa logo no início do tratamento. A campanha reforça a necessidade de diagnóstico precoce para evitar sequelas e garantir a cura.



