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HC-UE atinge 314% de ocupação e hospital barra a chegada de novos pacientes: ‘situação calamitosa’

Em nota a unidade informou que está barrando a chegada de ambulâncias; são 75 pacientes para 24 leitos
leitos hospitalares ocupados
Em nota a unidade informou que está barrando a chegada de ambulâncias; são 75 pacientes para 24 leitos

Em nota a unidade informou que está barrando a chegada de ambulâncias; são 75 pacientes para 24 leitos

A unidade de emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto fechou temporariamente suas portas na terça-feira devido à superlotação, atingindo um índice de ocupação superior a 150% na sala de urgência adulta. No período da tarde, esse número chegou a 314%, com 75 pacientes em uma estrutura com apenas 24 leitos.

Superlotação e Riscos à Saúde

A situação crítica coloca em risco a vida dos pacientes e a segurança dos profissionais de saúde. Com a interrupção do atendimento a novos pacientes, o hospital fechou os portões para ambulâncias e novas recepções, devido ao mecanismo da “vaga zero”, que obriga o hospital a receber todos os pacientes. O coordenador da unidade de emergência, Carlos Henrique Miranda, relatou as condições caóticas de trabalho e a dificuldade em prestar assistência adequada com a superlotação.

Falta de Recursos e Impacto Regional

O hospital notificou as secretarias municipais de saúde sobre a falta de leitos e a impossibilidade de atender a demanda. Miranda destacou que o hospital opera acima da capacidade há muito tempo, e que a situação atingiu um limite sem precedentes. A falta de recursos e a superlotação impactam não só Ribeirão Preto, mas também cidades da região atendidas pelo Hospital das Clínicas.

Soluções e Responsabilidades

A Secretaria de Saúde do Estado informou manter diálogo com os gestores regionais e auxiliar na busca de soluções. Em dezembro de 2022, a secretaria repassou R$ 33 milhões ao hospital para contratação de profissionais e ampliação da assistência. A autorização e habilitação de leitos de UTI, no entanto, não é de responsabilidade exclusiva do Estado, mas também do Ministério da Saúde e dos municípios. A situação exige uma solução urgente para garantir o atendimento adequado à população e evitar novas crises.

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