Ontem (10), 191 pacientes estavam internados na Unidade de Emergência; situação é devido ao aumento na procura por atendimento
Os hospitais de Ribeirão Preto enfrentam mais uma crise de superlotação, com falta de vagas e longas esperas por atendimento. A situação afeta diversas unidades, como o Hospital das Clínicas e a Santa Casa, que nos últimos meses têm registrado aumento significativo na procura por leitos.
Falta de Leitos e Esperas Prolongadas
Pacientes relatam dificuldades para conseguir internação. Um exemplo é o caso da mãe de Jusci Leia de Oliveira, que após ser transferida da Santa Casa para o Hospital das Clínicas, aguardou na ambulância por falta de leito disponível, sendo obrigada a retornar à Santa Casa. A superlotação também impacta a ala de urgência do Hospital das Clínicas, que opera acima da capacidade. Em um dia, 191 pacientes estavam internados em um espaço com capacidade para 187.
Ações dos Hospitais e Busca por Soluções
O Hospital das Clínicas emitiu alerta para entidades estaduais de saúde, solicitando agilidade na remoção de pacientes com alta médica. Maurício Godin, coordenador do hospital, destaca a importância do fluxo de pacientes, enfatizando a necessidade de encaminhar pacientes para unidades externas após a fase aguda do tratamento. A inauguração da ‘Ala Vermelha’, um espaço adaptado para atender pacientes graves, também demonstra a busca por soluções. Apesar disso, a unidade já está lotada, indicando a gravidade da situação. De fevereiro até atrásra, houve um aumento de 13% na ocupação da sala de emergência e mais 25% nas internações.
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Impacto em Outros Hospitais e Busca por Solução
A Santa Casa também enfrenta problemas semelhantes, com todos os leitos de terapia intensiva ocupados e pacientes aguardando atendimento em áreas inadequadas. Marcelo Puga, diretor técnico da Santa Casa, explica que a superlotação se arrasta há dias, comprometendo a assistência aos pacientes. A Secretaria Estadual da Saúde foi procurada, mas não houve retorno. A Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto atribui a lotação da UPA à espera por vagas de transferência. A situação demonstra a necessidade urgente de ações para melhorar o fluxo de pacientes e garantir atendimento adequado à população.



