Curso é focado em profissionais da área, mas pode ser feito por todos que se interessarem; palestrante, Fausto Neto, detalha
Um workshop gratuito sobre anti-racismo nas políticas de saúde, assistência social, educação e cultura será realizado amanhã na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto. O evento é destinado a assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros, médicos, cientistas sociais, professores, advogados, produtores culturais e demais interessados.
Idealização e objetivo do curso: O curso foi idealizado por Fausto Neto, HC, enfermeiro, mestre em saúde coletiva e terapeuta, que destacou a importância de discutir o racismo nas instituições para melhorar o atendimento à população vulnerabilizada, especialmente pessoas negras e mulheres negras. Segundo ele, o objetivo é construir políticas públicas mais justas e igualitárias.
Comissão de Inclusão e Pertencimento: A iniciativa é realizada pela Comissão de Inclusão e Pertencimento da Unidade de Emergência do HC, composta por trabalhadoras da unidade que se reúnem mensalmente. A comissão é coordenada pela assistente social Kélia Maral e conta com a participação da diretoria regional de saúde, representada por Ilhida Luquesi. O trabalho teve início em 2023 e já promoveu diversas ações de capacitação para profissionais da saúde e o público em geral.
Programação do workshop: O evento ocorrerá das 9h às 17h no anfiteatro da Unidade de Emergência, HC, localizada na Rua Bernardino de Campos, 1000, centro de Ribeirão Preto. A programação inclui a apresentação de trechos de documentário e debates sobre questões raciais, com a participação de Fausto Neto e Marcelo Domingos, além de mesas redondas sobre políticas de saúde, saúde mental, assistência social, território, cultura, arte e educação.
Inscrições e participação: As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo Instagram @lugardeescuta.br, onde há um link e QR code para cadastro. A participação é voluntária e aberta a todos os interessados.
Informações adicionais
Fausto Neto ressaltou que o racismo institucional e estrutural ainda é uma realidade no Brasil, muitas vezes não reconhecida pelos profissionais da saúde, e que eventos como este são essenciais para promover a sensibilização e a melhoria do atendimento às populações vulnerabilizadas.



