Ocupação na terça (26) passou de 300%; coordenador explica os motivos da sobrecarga e reforça a importância de uma nova unidade
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, referência regional em atendimento de urgência e emergência, atingiu seu limite máximo de capacidade, chegando a 300% de ocupação em sua unidade de emergência.
Colapso no Hospital das Clínicas
Na manhã de ontem, a unidade de emergência do hospital suspendeu a regulação de novos pacientes, fechando as portas para ambulâncias. A situação, resultado de uma demanda excessiva e crônica de pacientes, forçou a equipe médica a improvisar atendimentos em corredores, devido à superlotação. A alta demanda, que já vinha sendo sinalizada há meses, superou a capacidade de atendimento do hospital, resultando em um colapso no sistema.
Causas da Crise
O coordenador da Unidade de Emergência, Dr. Carlos Henrique Miranda, atribui a crise a diversos fatores. A rede de urgência e emergência já estava sobrecarregada antes da pandemia, agravada pela desestruturação da atenção básica e primária à saúde. Aumento de doenças crônicas, piora da cobertura de planos de saúde privados e a centralização de problemas na emergência contribuíram para o cenário caótico. O Dr. Miranda destaca que a situação é crônica e vem piorando gradativamente, principalmente após a pandemia.
Soluções e o Futuro
O Dr. Miranda ressalta a necessidade de soluções imediatas, como a abertura de novos leitos e a ampliação da capacidade de atendimento. Embora a construção de uma nova unidade de emergência seja uma solução a longo prazo, medidas emergenciais são cruciais para evitar que a situação se agrave e coloque pacientes em risco. A Secretaria Estadual de Saúde afirma manter diálogo com gestores regionais em busca de soluções, mas a responsabilidade também se estende ao Ministério da Saúde e aos municípios. A prefeitura de Ribeirão Preto já anunciou a disponibilização de uma área para a construção de uma nova unidade do HC, com capacidade três vezes maior que a atual, mas a implementação ainda não tem previsão. Enquanto isso, o hospital opera acima de sua capacidade, priorizando casos de maior gravidade e mantendo-se em alerta para novas crises.



