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Hemocentro de Ribeirão e Butantan vão começar a testar novo tratamento contra o câncer em humanos

Pesquisadores retiram a célula cancerígena do paciente, fazem uma modificação genética e devolvem ao organismo; é o Car-T Cell
tratamento contra o câncer
Pesquisadores retiram a célula cancerígena do paciente, fazem uma modificação genética e devolvem ao organismo; é o Car-T Cell

Pesquisadores retiram a célula cancerígena do paciente, fazem uma modificação genética e devolvem ao organismo; é o Car-T Cell

O Hemocentro de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto Butantan, recebeu aprovação da Anvisa para iniciar um ensaio clínico no Brasil com um medicamento inovador contra o câncer: células CAR-T.

Avanço no tratamento contra o câncer

A aprovação da Anvisa representa um marco significativo no tratamento oncológico no país. As células CAR-T, geneticamente modificadas para combater células cancerígenas, demonstram resultados promissores em outros países. Este ensaio clínico, além de avaliar a segurança, focará na eficácia do tratamento em pacientes com linfoma e leucemia refratários a tratamentos convencionais.

Como funciona o tratamento com células CAR-T?

O tratamento consiste na coleta de linfócitos T do próprio paciente. Essas células são geneticamente modificadas em laboratório para reconhecer e atacar um antígeno específico (CD19) presente nas células do linfoma e leucemia. Após a modificação, as células CAR-T são reinfundidas no paciente, destruindo as células cancerígenas de forma precisa.

Acesso a pacientes do SUS

O estudo, com duração prevista de um ano, visa incluir pacientes de todo o Brasil, incluindo aqueles do Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que, após a conclusão bem-sucedida do ensaio clínico, o tratamento seja incorporado ao SUS, tornando-o acessível a um número maior de pacientes. Atualmente, o tratamento comercialmente disponível custa cerca de dois milhões de reais, tornando-o inacessível para a maioria.

A parceria entre a Anvisa e os pesquisadores visa agilizar o processo de registro do medicamento, caso se prove eficaz e seguro. A expectativa é que a segunda autorização, dos comitês de ética em pesquisa, seja obtida em breve, permitindo o início do recrutamento de pacientes para o ensaio clínico.

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