Cerca de 9% da população tem essa tipagem sanguínea; unidade assiste cerca de 160 hospitais, o que representa 33% do estado
O Hemocentro de Ribeirão Preto enfrenta uma situação crítica: seus estoques de sangue tipo O negativo estão quase zerados. A urgência por doações é extrema, pois esse tipo sanguíneo, conhecido como doador universal, é essencial para atendimentos de emergência em toda a região.
A demanda por O negativo
Segundo Miriam Castanheira, gerente de captação de doadores, apenas 9% da população possui sangue tipo O negativo. Apesar das doações regulares, a demanda é alta, pois esse sangue é utilizado em diversas situações de urgência e emergência, inclusive em hospitais de outras cidades atendidas pelo Hemocentro de Ribeirão Preto, como Araçatuba, Fernandópolis e Presidente Prudente. A utilização em casos de emergência, antes mesmo da identificação do tipo sanguíneo do paciente, faz com que o estoque se esgote rapidamente.
Doando sangue: critérios e locais
Para doar sangue, é necessário ter entre 18 e 69 anos, pesar mais de 50 kg (homens) ou 51 kg (mulheres), estar em bom estado de saúde e apresentar um documento oficial com foto. O Hemocentro realiza exames para garantir a segurança do doador e do receptor. Existem dois locais para doação: o Hemocentro de Ribeirão Preto (Av. Elio Lorenzo, 2501 – Campos da USP) e um posto de coleta na Rua Quintino Bocayuva, 470. Os horários de funcionamento variam em cada local, com atendimento aos domingos no Hemocentro.
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A importância da solidariedade
A necessidade de doações abrange todos os tipos sanguíneos, mas a situação do O negativo destaca a importância da solidariedade. Doar sangue é um ato de altruísmo que pode salvar vidas, lembrando que o sangue não é fabricado, apenas o ser humano pode produzi-lo.



