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Hemocentro de Ribeirão Preto é finalista do ‘Prêmio FINEP de Inovação 2025’

Hemocentro de Ribeirão Preto é finalista do 'Prêmio FINEP de Inovação 2025'
Hemocentro Ribeirão Preto
Hemocentro de Ribeirão Preto é finalista do 'Prêmio FINEP de Inovação 2025'

Hemocentro de Ribeirão Preto é finalista do ‘Prêmio FINEP de Inovação 2025’

Pesquisadores do Hemocentro de Ribeirão Preto estão avançando no desenvolvimento de terapias inovadoras contra o câncer. Coordenado pela Dra. Virginia Picanso e Castro, o grupo foi finalista do Prêmio Finep de Inovação 2025 na etapa Sudeste com um projeto de desenvolvimento de células NK alogênicas.

A Diferença entre Células NK e Células KT

A Dra. Virginia Picanso explica que as células NK representam uma alternativa promissora, menos tóxica e mais acessível em comparação com as terapias atuais, como as células KT. Enquanto as células KT são autólogas, ou seja, utilizam as células do próprio paciente, as células NK são alogênicas, o que significa que podem ser produzidas em larga escala e utilizadas para múltiplos pacientes. Essa característica elimina a necessidade de esperar pela manufatura individualizada, tornando o tratamento mais rápido e potencialmente mais barato.

Resultados Pré-Clínicos e o Caminho para a Aprovação

Os estudos pré-clínicos têm demonstrado resultados promissores. A equipe desenvolveu e patenteou um vetor que insere o CAR (receptor de antígeno quimérico) dentro das células NK, modificando-as para atacar as células tumorais. Em modelos animais, essa terapia tem demonstrado regressão das células tumorais, indicando sua efetividade. O próximo passo é concluir os estudos de expansão das células em uma área GMP (Boas Práticas de Fabricação) e, posteriormente, solicitar à Anvisa a autorização para o início do ensaio clínico de fase 1.

Terapia de Prateleira: Impacto no Acesso ao Tratamento

A Dra. Virginia destaca a importância de desenvolver uma terapia que possa ser considerada “de prateleira”, ou seja, pronta para o uso e oferecida pelo SUS. Essa abordagem facilitaria o acesso dos pacientes ao tratamento, eliminando a demora associada à manufatura individualizada das células. A terapia estaria disponível para infusão assim que solicitada, tornando o processo mais ágil e eficiente.

A visibilidade alcançada através de prêmios como o da Finep contribui para impulsionar o projeto, facilitando a implementação dessas tecnologias inovadoras no Brasil. A equipe continua trabalhando em colaboração com diversos centros de pesquisa para acelerar o desenvolvimento e disponibilização dessas terapias.

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