Rodrigo Calado comenta a novidade e como isso pode melhorar as condições de pesquisa com células CAR-T; ouça a entrevista
O Hemocentro de Ribeirão Preto deu um grande passo na área de terapia celular com a integração do Centro de Terapia Celular da USP aos Centros de Pesquisa e Inovação Especiais (Cepids).
Nova Etapa do Centro de Terapia Celular
Em entrevista à CBN, o diretor do Hemocentro, Dr. Rodrigo Calado, explicou que essa nova etapa permitirá uma pesquisa mais integrada e eficiente, acelerando o desenvolvimento de novos tratamentos para os pacientes do SUS. O centro se destaca na América Latina pelo desenvolvimento das células CAR-T, um tratamento para leucemia e linfoma com resultados superiores às terapias convencionais.
Avanços na Pesquisa e Tratamento
Desde 2015, o Hemocentro vem trabalhando no desenvolvimento das células CAR-T, que são retiradas do próprio paciente, modificadas geneticamente e reintroduzidas para combater as células cancerígenas. Após um estudo em caráter compassivo com 20 pacientes, com resultados positivos, um estudo clínico com 81 pacientes foi aprovado pela Anvisa, e a expectativa é de que todos sejam tratados até o final do ano. A meta é obter o registro da produção dessas células para disponibilizar o tratamento gratuitamente pelo SUS.
Parcerias e Investimentos
A integração com os Cepids facilitará a captação de recursos para pesquisa e formação de profissionais especializados. A parceria permitirá colaborações com agências como a Fapesp e o CNPq, além da indústria farmacêutica. Essa integração também impulsionará o desenvolvimento de novos tratamentos, como o uso de células CAR-T para o tratamento do lúpus, ampliando as possibilidades terapêuticas para diversos pacientes.
A iniciativa representa um avanço significativo na pesquisa e tratamento de doenças hematológicas no Brasil, demonstrando a importância da colaboração entre instituições e o investimento em ciência e tecnologia para a melhoria da saúde pública.



