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Hemocentro de Ribeirão Preto recebe evento de lançamento do estudo clínico com células Car-T

Tratamento vem se provando eficiente contra cânceres no sangue; evento teve a presença da Ministra da Saúde, Nísia Trindade
Hemocentro de Ribeirão Preto recebe evento
Tratamento vem se provando eficiente contra cânceres no sangue; evento teve a presença da Ministra da Saúde, Nísia Trindade

Tratamento vem se provando eficiente contra cânceres no sangue; evento teve a presença da Ministra da Saúde, Nísia Trindade

Ribeirão Preto recebeu hoje o lançamento de um estudo clínico e a inauguração operacional de uma unidade de terapia celular avançada no hemocentro da cidade. O evento contou com a presença de autoridades, pesquisadores e representantes do Ministério da Saúde, além de profissionais que participaram do desenvolvimento da iniciativa.

Lançamento e presença de autoridades

O ministro presente foi representado por Lícia Estrindade, que teve o deslocamento afetado pelas condições meteorológicas, mas chegou ao hemocentro a tempo de participar da cerimônia. No local, o professor Rodrigo Calado — titular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e presidente executivo do Hemocentro — destacou a importância da cooperação entre instituições: “Essa modalidade de trabalho em rede, com a parceria entre várias instituições com capacidades complementares, tem muito a oferecer ao Ministério da Saúde e a aprimorar a rede de atenção ao câncer”.

Como funciona a terapia CAR‑T

O novo tratamento, conhecido internacionalmente como terapia CAR‑T, atua sobre cânceres do sangue, como leucemias e linfomas. O procedimento consiste na coleta de linfócitos T do paciente, na reprogramação genética dessas células para reconhecer e atacar as células tumorais e na posterior reinfusão na corrente sanguínea. Rodrigo Calado ressaltou que a plataforma tecnológica instalada pode, no futuro, ser utilizada também em terapias gênicas para doenças autoimunes e para a anemia falciforme, que é uma das doenças genéticas mais comuns no país.

Detalhes do estudo clínico

Atualmente, quatro pacientes já recebem o tratamento experimental no hemocentro. Ao todo, a pesquisa pretende selecionar 81 participantes elegíveis — com idades entre 3 e 70 anos — que não responderam adequadamente às terapias convencionais, como quimioterapia, transplante de medula óssea e radioterapia. A equipe do estudo informou que manterá a seleção e o acompanhamento conforme os protocolos éticos e regulatórios vigentes.

Ao comentar a iniciativa, Calado apontou que, no ano em que a Universidade de São Paulo completa 90 anos, o projeto representa um marco para a ciência local e para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. A cobertura do caso seguirá com entrevistas e atualizações à medida que o estudo avançar.

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