Tipagem está quase zerada e quantidade pode não ser suficiente para doação para pacientes que precisam de transplante
Estoques doam-se: hemocentro de Ribeirão Preto em estado crítico
O hemocentro de Ribeirão Preto lança alerta urgente: os estoques de sangue do tipo O negativo estão quase zerados. A pouca disponibilidade preocupa a equipe, que teme não conseguir atender casos de emergência ou viabilizar transplantes quando houver compatibilidade com esse tipo sanguíneo.
O negativo: sangue universal e essencial para transplantes
Segundo Miriam Castanheira, captadora de doadores do hemocentro, o O negativo é considerado sangue emergencial por sua capacidade de ser transfundido em receptores de diversos tipos sanguíneos. “Em transplantes, por exemplo, se o receptor for O negativo, é necessário garantir um volume mínimo — em torno de 50 bolsas — para que a equipe médica possa iniciar o procedimento com segurança”, explica. O hemocentro abastece cerca de 33% do estado e relata que a falta não é restrita à sede em Ribeirão Preto, afetando também núcleos e hemonúcleos da região.
Rotina de doação e orientações para doadores
Miriam destaca ainda que a cultura da doação regular poderia evitar crises como a atual. Homens podem doar a cada dois meses (até quatro vezes ao ano) e mulheres, a cada três meses, respeitando-se a reposição de ferro. “A doação fidelizada manteria o banco de sangue mais estável”, afirma. O hemocentro recolhe, processa e distribui as bolsas aos hospitais, atuando como elo entre doadores e pacientes.
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Quem puder ajudar deve procurar o hemocentro para agendamento. O atendimento é feito na Rua Quintino Bocaiúva, 470; os interessados devem entrar em contato com a unidade para obter o telefone e horários disponíveis.
A escassez atual reforça a necessidade de doadores frequentes: a participação da comunidade é decisiva para garantir atendimento a emergências e transplantes.



