Historiadora Nainora Freitas comenta a origem da cidade, o crescimento e evolução, além de analisar atual cenário
Ribeirão Preto foi fundada em 19 de junho de 1856 por fazendeiros que buscavam terras para agricultura e pecuária. O nome da cidade deriva do córrego Ribeirão Preto, História com bases no café e, que atravessa a região. O desenvolvimento da cidade foi acelerado pela produção de café, que a tornou conhecida como a capital mundial do café no início do século 20.
História e economia: O povoamento da região ocorreu na segunda metade do século 19, História com bases no café e, com a chegada dos chamados entrantes, após a dispersão da mineração. O café foi o principal motor econômico, atraindo a ferrovia e imigrantes, o que impulsionou o crescimento da cidade. Em 1900, Ribeirão Preto já era próspera o suficiente para receber espetáculos internacionais no antigo Teatro Carlos Gomes.
Além do café, a cidade sempre teve uma pecuária forte e, a partir da segunda metade do século 20, a cana-de-açúcar passou a ocupar papel importante na economia local. Ribeirão Preto também se destaca como polo de serviços, agronegócio, cultura, comércio e, mais recentemente, como capital da cerveja artesanal.
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Saúde e educação: Nos últimos anos, Ribeirão Preto consolidou-se como um polo de saúde e pesquisa científica, em grande parte devido à presença da Universidade de São Paulo (USP) e outros centros universitários focados na área da saúde. A cidade atrai turismo acadêmico por meio de eventos científicos, que contribuem para a economia local além do turismo de lazer.
Patrimônio cultural e turismo: Apesar da riqueza histórica, a preservação do patrimônio cultural da cidade ainda é considerada lenta e insuficiente. Muitos edifícios antigos foram perdidos, e há um debate sobre o reaproveitamento desses espaços para usos culturais, de lazer e gastronômicos. Exemplos de preservação bem-sucedida incluem o Palacete de 1922, enquanto outros, como o casarão da Caramuru, enfrentam abandono.
Ribeirão Preto possui potencial para ampliar o turismo cultural, com investimentos em políticas públicas que valorizem o artesanato, a gastronomia e a história local. A produção de vinhos premiados na região é um exemplo de diversificação que pode ser explorada para fortalecer o turismo gastronômico.
Desafios e perspectivas: O Museu do Café, instalado no casarão histórico do maior produtor de café do mundo na virada do século, Francisco Chimich, é um importante espaço de memória da cidade. A produção de café na região metropolitana ainda é significativa, mantendo viva a identidade ligada ao produto.
Especialistas destacam que a cultura e o patrimônio podem ser geradores de emprego e riqueza, especialmente quando integrados a eventos como a Agrishow, um dos maiores eventos de agronegócio da América Latina. No entanto, a área cultural tradicionalmente recebe menor orçamento nas gestões municipais, o que limita o avanço das políticas públicas necessárias para a preservação e valorização da história e identidade de Ribeirão Preto.
Entenda melhor
Ribeirão Preto tem 169 anos e é uma cidade relativamente jovem em comparação a outras da região. Seu crescimento econômico e cultural está profundamente ligado à agricultura, especialmente ao café, e hoje se diversifica em setores como saúde, educação e turismo. A preservação do patrimônio histórico e cultural é vista como um desafio que demanda maior atenção e investimento público.



