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Home office ganha força e profissionais aceitam salário menor por flexibilidade no trabalho

Estudo aponta que modelo híbrido é preferência de 73% dos trabalhadores e revela mudança nas prioridades no mercado de trabalho
home office
Pixabay

Um levantamento da consultoria Tax Group, divulgado pelo Valor Econômico, mostra uma mudança no comportamento dos profissionais brasileiros em relação ao trabalho. Segundo o estudo, 42% aceitariam ganhar menos para atuar no modelo híbrido, enquanto 73% apontam esse formato como o ideal.

Apesar da valorização da flexibilidade, o salário ainda tem peso relevante. O estudo também indica que 58% dos entrevistados escolheriam o trabalho presencial caso houvesse a possibilidade de dobrar a remuneração, evidenciando um dilema entre qualidade de vida e estabilidade financeira.

Novo cenário

A preferência pelo modelo híbrido reflete uma transformação nas prioridades dos trabalhadores, que passaram a valorizar mais a qualidade de vida e a flexibilidade na rotina profissional. O home office, amplamente adotado durante a pandemia, segue como uma alternativa desejada por grande parte dos profissionais.

Esse movimento indica que a relação com o trabalho está deixando de ser pautada exclusivamente pela remuneração, incorporando fatores como bem-estar, autonomia e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Ao mesmo tempo, o cenário revela que não há uma solução única, já que diferentes perfis de profissionais têm preferências distintas entre trabalho presencial, remoto ou híbrido.

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Cultura corporativa

Especialistas apontam que empresas precisam adaptar suas culturas organizacionais para esse novo contexto. A chamada cultura consciente propõe que remuneração e qualidade de vida não sejam vistas como opostas, mas como elementos complementares.

Nesse modelo, a valorização do colaborador passa por oferecer salários competitivos, metas mais equilibradas, flexibilidade e um ambiente de trabalho respeitoso. A personalização das soluções também é destacada como essencial, considerando as diferentes realidades dos trabalhadores. Além disso, a liderança passa a exigir maior capacidade de escuta e menos padronização, com foco em construir relações de confiança e engajamento.

Desafios

A adoção de modelos híbridos ou remotos traz desafios, como a manutenção da cultura organizacional e a integração entre equipes. Também há questionamentos sobre visibilidade profissional e oportunidades de crescimento para quem não atua presencialmente. Outro ponto levantado é a necessidade de critérios mais transparentes para promoções e avaliações, garantindo que o desempenho seja medido por resultados e não pela presença física.

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Para empresas que mantêm o modelo 100% presencial, o estudo indica a necessidade de oferecer salários mais altos para atrair talentos. No entanto, especialistas alertam que, no longo prazo, apenas a remuneração pode não ser suficiente para garantir engajamento e retenção de profissionais.

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