Oito anos após o caso, advogado Alexandre Maturana foi a júri popular nesta terça-feira
Após anos de espera, o julgamento de Alexandre Maturiana, acusado de atropelar e matar o estudante Ruben Falcone de Oliveira em 2008, finalmente ocorreu em Ribeirão Preto. A família de Ruben, que aguarda justiça há mais de oito anos, expressou a dificuldade de lidar com tamanha demora.
O crime e as provas
O caso aconteceu na madrugada do dia 1º de maio de 2008, após uma festa. De acordo com o promotor Marcos Túlio Nicolino, há provas contundentes de que Maturiana atropelou intencionalmente Ruben. Entre as evidências, estão quatro testemunhas presenciais, além do laudo necroscópico que indica desarticulação total da cabeça e coluna vertebral da vítima, compatível com forte impacto. O promotor destaca a alta velocidade do veículo e a direção intencional em que foi conduzido.
Versões Conflitantes
Em seu depoimento à polícia, Maturiana, então estudante de direito, alegou que seu carro estava sendo arrombado por jovens e que, após encontrá-los no bairro Orestes Lopes de Camargo, atropelou Ruben acidentalmente. O acusado, que hoje é advogado e professor, afirma que o adolescente se jogou na frente do carro. Durante todo o processo, Maturiana permaneceu em liberdade.
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O Julgamento
O julgamento, que durou horas, contou com a presença de apenas cinco testemunhas, duas de defesa e três de acusação, das nove inicialmente previstas. Alexandre Maturiana, atualmente com 33 anos, compareceu ao fórum acompanhado de advogados. A espera prolongada e a gravidade das acusações marcaram este caso que, finalmente, chegou ao seu desfecho judicial.



