Vigilante, de 43 anos, está com a nádega e a perna em necrose após a picada; Saúde informou que a regulação é feita pelo médico
Um vigilante de 43 anos permanece internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte de Ribeirão Preto aguardando vaga em hospital após picada de aranha.
Picada e atendimento inicial
Segundo a esposa, Angelita Prado, o marido, Marso Prado, chegou em casa na sexta-feira sentindo fortes dores nas nádegas. Em uma primeira consulta na unidade de saúde do bairro Vila Albertina, um médico diagnosticou infecção nas glândulas e o liberou. No entanto, o quadro piorou, e o casal retornou à UPA na noite seguinte, onde Marso permanece internado.
A ação do veneno da aranha marrom
O biólogo Isaac Roque explicou que a aranha marrom, um animal sinantrópico (que vive próximo a humanos), possui veneno significativo. A picada, muitas vezes imperceptível inicialmente, causa necrose tecidual. Em casos mais graves, o veneno pode causar falência renal, embora isso seja mais comum em pessoas debilitadas. O tratamento é paliativo, focando na limpeza da ferida e no controle de infecções. Não existe um antídoto específico.
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A espera por vaga e os próximos passos
A família relata que a situação é preocupante, pois o veneno já atingiu a corrente sanguínea e há necrose em partes do corpo. A Secretaria Municipal de Saúde informou que o paciente recebe assistência e que a regulação para transferência para um hospital é feita pelo médico responsável. A família foi orientada a procurar a assistência social da unidade de saúde. O caso demonstra a necessidade de atenção a acidentes com aranhas marrons e a importância de buscar atendimento médico imediato em caso de picada.



