Vítima foi confundida com outro paciente, com nome parecido, em março, e até hoje sofre as consequências do erro da unidade
Em março de 2023, José Roberto Pereira, morador de Ribeirão Preto, passou por uma situação inusitada: foi dado como morto por engano pela UPA da 13 de Maio após atendimento médico. Esse erro administrativo teve graves consequências para sua vida.
CPF bloqueado e Bolsa Família suspenso
Devido ao registro de óbito errôneo, o CPF de José Roberto foi bloqueado, e seu benefício do Bolsa Família suspenso. A situação gerou uma série de problemas, impossibilitando-o de acessar serviços básicos de saúde e até mesmo de conseguir emprego. “Foi tudo bloqueado, meu nome, meu CPF. Na área da saúde eu não podia consultar, não podia pegar remédio”, relata o idoso.
Velório equivocado em Bebedouro
A confusão chegou ao ápice quando José Roberto foi velado por engano em Bebedouro, cidade onde residem seus parentes. Sua irmã, Alur de Pereira Liberato, precisou entrar em contato para comunicar o erro. A prefeitura de Ribeirão Preto explicou que a falha ocorreu devido à semelhança entre os nomes de dois pacientes atendidos na UPA no mesmo dia. José Roberto, na verdade, recebeu alta após o atendimento médico.
Luta por indenização
O erro resultou em prejuízos financeiros significativos para José Roberto, que perdeu o benefício do Bolsa Família (R$600) e acumula dívidas. Sem conseguir emprego, ele busca uma indenização da prefeitura de Ribeirão Preto para reparar os danos causados. “A prefeitura tem que me ajudar. É o único jeito, porque tem que me pagar, me indenizar”, afirma. A prefeitura, no entanto, ainda não foi notificada oficialmente do pedido de indenização. Em março, a Secretaria da Saúde informou que indenizaria a família pelas despesas do velório equivocado e investigaria a falha na UPA, mas o resultado dessa apuração ainda não foi divulgado.



