Solon Henrique Milanez se passou por mulher dizendo que queria fazer uma reforma em um imóvel para atrair a vítima
Em Ribeirão Preto, Solom Henrique Costa Milanes foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão pelo estupro de uma arquiteta. A pena, inicialmente em regime fechado, soma-se aos 93 anos de reclusão que ele já cumpria na Paraíba por roubo e estupro.
Armadilha virtual
A arquiteta conheceu Milanes através de um aplicativo de mensagens, onde ele se passou por uma mulher interessada em seus serviços de reforma. Ao se encontrarem para vistoriar um imóvel, a vítima foi levada para um local desocupado e estuprada sob ameaça de arma de fogo, sendo também fotografada pelo agressor. A investigação revelou que Milanes visitou uma imobiliária, usando nome falso, para obter acesso ao imóvel.
Investigação e condenação
A denúncia da arquiteta, feita em julho de 2022, levou à prisão de Milanes em março deste ano. O processo corre em sigilo, mas a condenação foi divulgada no Diário Oficial de Justiça. Como consequência deste crime, uma lei municipal obriga as imobiliárias de Ribeirão Preto a cadastrar clientes que irão visitar imóveis para aluguel ou compra, desde junho.
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Impacto e prevenção
O caso evidencia a importância da cautela em encontros marcados pela internet e destaca a nova legislação em Ribeirão Preto como medida preventiva contra crimes semelhantes. A condenação de Milanes representa um avanço na justiça, oferecendo um mínimo de reparação à vítima e servindo como alerta para potenciais agressores.



