Além dos documentos de unidades de saúde, rapaz tinha carimbos de médicos; anabolizantes eram avaliados em R$ 15 mil
A Polícia Civil de Ribeirão Preto prendeu um homem na Vila Tiberi, flagrado com um lote de anabolizantes contrabandeados, avaliado em aproximadamente R$15 mil. A descoberta, por si só, já seria um caso policial, mas o que realmente chamou a atenção das autoridades foi a apreensão de blocos de atestados médicos em branco, carimbados com a logomarca de unidades de saúde da rede pública de Ribeirão Preto, incluindo o posto do Poço, a unidade básica do Castelo Branco e o Hospital das Clínicas.
Investigação em Andamento
O delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Ricardo Turra, explicou que a polícia chegou à residência do suspeito após receber informações de que ele estaria vendendo atestados médicos falsos. Durante o cumprimento do mandado de busca, além dos atestados, foram encontrados carimbos de médicos e medicamentos de origem estrangeira, cuja venda é proibida no Brasil. A investigação atrásra busca identificar se há envolvimento de funcionários da área da saúde no esquema.
Como os Atestados Chegaram ao Suspeito?
A principal linha de investigação da Polícia Civil é descobrir como os blocos de atestados médicos chegaram às mãos do suspeito. A suspeita é de que alguém de dentro dos órgãos de saúde estaria desviando e entregando os documentos para que ele falsificasse e vendesse os atestados. Os anabolizantes apreendidos serão periciados para determinar se são originais, falsificados ou de venda proibida no país.
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A Necessidade de Regulamentação na Fabricação de Carimbos
Profissionais da saúde relataram o aumento no número de atestados falsos circulando em Ribeirão Preto. Um dos médicos, em conversa informal, mencionou a necessidade de proibir que lojas fabriquem carimbos sem a devida comprovação da profissão. O delegado do Cremesp, Dr. Eduardo Binh, concorda com a necessidade de regulamentação, apontando que o poder público pode criar uma lei para fiscalizar a fabricação de carimbos, exigindo a apresentação de documentos que comprovem a necessidade do solicitante.
Diante da gravidade da situação, que envolve a saúde pública, espera-se que a Câmara Municipal e o executivo de Ribeirão Preto tomem medidas para minimizar a circulação de atestados falsos. A falta de transparência da Secretaria de Saúde, que se limitou a divulgar uma nota, impede o esclarecimento completo dos fatos, especialmente em relação ao suposto furto de carimbos em unidades de saúde.



