Além deste suspeito, outras 15 pessoas foram presas, 14 em Franca e uma em Minas Gerais; grupo movimentou ao menos R$ 67 milhões
Um homem foi preso em um condomínio de alto padrão na zona sul de Ribeirão Preto, Homem é preso em condomínio da, apontado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) como membro de uma quadrilha que lavava dinheiro proveniente do tráfico de drogas e da agiotagem na região. A prisão faz parte de uma operação deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Militar nesta terça-feira, que integra uma nova fase da operação Castelo de Areia, iniciada em Franca.
Ao todo, 17 mandados de prisão temporária foram cumpridos: 14 em Franca, um em Ribeirão Preto e outro em Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Apenas uma pessoa permanece foragida. A operação envolveu 11 promotores de justiça, servidores do Ministério Público e policiais militares de São Paulo e Minas Gerais.
O homem preso em Ribeirão Preto tem 38 anos e já possui passagens pela polícia. Ele era responsável pela lavagem de dinheiro da organização criminosa, que atua principalmente na jotagem, modalidade de agiotagem. Foram apreendidos mais de 15 aparelhos celulares, computadores, documentos com anotações sobre a jotagem, três armas de fogo, cerca de 50 mil reais em espécie, aproximadamente 100 mil reais em cheques, um relógio de luxo da marca Rolex e veículos que tiveram bloqueio judicial para impedir transferência ou circulação.
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Detalhes da operação: Segundo o promotor do Gaeco Rafael Piola, a operação é uma continuidade das investigações iniciadas em 2023, quando a primeira fase da Castelo de Areia resultou em prisões e condenações. Nesta segunda fase, foram identificados novos integrantes que mantinham as atividades criminosas e auxiliavam na lavagem de dinheiro e movimentação financeira da organização.
Resultados e apreensões: Foram cumpridos 17 mandados de prisão temporária, com apenas um foragido. As apreensões incluem aparelhos eletrônicos, armas, dinheiro em espécie e cheques, além de bens de luxo. O material apreendido está à disposição da justiça para análise e possível oferecimento de denúncias.
Próximos passos: O Ministério Público analisará as provas coletadas durante o período da prisão temporária, que dura cinco dias, para decidir sobre a prorrogação das prisões, o oferecimento de denúncias e pedidos de prisão preventiva.
Informações adicionais
As investigações indicam que os presos nesta fase têm ligação direta com os condenados na primeira fase da operação Castelo de Areia, mantendo as atividades criminosas, incluindo o uso de violência e grave ameaça. A movimentação financeira da organização, principalmente em contas bancárias de terceiros (laranjas), soma aproximadamente 31 milhões de reais nos últimos quatro anos.



