A Polícia Civil prendeu em Franca um homem de 38 anos, suspeito de adulterar medidores de energia elétrica em empresas, comércios e residências da cidade. Segundo a investigação, ele cobrava entre R$ 2 mil e R$ 10 mil para realizar ligações clandestinas, conhecidas popularmente como “gatos”.
A investigação teve início após a CPFL identificar uma queda repentina no consumo de energia de uma empresa localizada no Distrito Industrial. De acordo com a concessionária, a conta mensal do estabelecimento caiu de cerca de R$ 20 mil para aproximadamente R$ 2 mil, levantando suspeitas de fraude.
Investigação
Funcionários da CPFL foram até a empresa e, segundo a Polícia Civil, os responsáveis confirmaram que o suspeito havia adulterado o medidor de energia. A partir da denúncia, o caso foi comunicado à polícia, que passou a monitorar os passos do investigado.
Durante o cumprimento de um mandado de busca na residência do suspeito, os policiais encontraram diversos equipamentos utilizados para adulterar medidores de energia elétrica. Segundo o delegado Eduardo Bonfim, o homem já vinha sendo monitorado, mas interrompia as atividades sempre que percebia operações policiais.
O delegado afirmou ainda que o consumo de energia da residência do investigado também chamou a atenção por ser incompatível com o tamanho do imóvel, o que reforçou as suspeitas durante a apuração.
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Novas apurações
A Polícia Civil informou que vai solicitar à Justiça a quebra do sigilo bancário do suspeito para identificar quanto ele faturava com a atividade e quem contratava o serviço. A expectativa é descobrir outros locais onde as fraudes possam ter sido realizadas.
Segundo a investigação, funcionários da CPFL chegaram a ser ameaçados ao flagrar o homem manipulando medidores de energia. As diligências continuam para dimensionar o prejuízo causado à concessionária e identificar possíveis outros envolvidos no esquema.
Orientação
Em nota, a CPFL reforçou que fraudar o fornecimento de energia elétrica é crime e orientou a população a denunciar esse tipo de prática pelos canais oficiais da concessionária.
As denúncias também podem ser feitas de forma anônima por meio da Polícia Militar, pelo telefone 190, ou pelo Disque Denúncia, no número 181. O suspeito permanece preso e deve ser encaminhado ao sistema prisional.



