Caso inusitado foi em Bebedouro, neste final de semana; homem teve que fazer um vídeo como prova de vida
Uma situação inusitada e preocupante ocorreu em Bebedouro, interior de São Paulo. Uma família se preparava para o velório de um parente, José Roberto Pereira, quando recebeu uma ligação do próprio, que estava vivo.
Um telefonema inesperado
Lourdes Guerreiro, de 83 anos e mãe de José Roberto, aguardava o corpo do filho no velório municipal quando recebeu a ligação. A princípio, descrente, ela logo confirmou a veracidade da informação ao ouvir a voz do filho, que estava em Ribeirão Preto. A alegria da notícia contrastou com o desespero e a confusão do momento.
O equívoco na UPA
A confusão teve início na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da 13 de Maio, em Ribeirão Preto. José Roberto havia passado por atendimento na unidade durante a semana e recebido alta. Dias depois, a família recebeu um telefonema da UPA, solicitando a presença de um parente. Ao chegar, o filho de José Roberto recebeu a notícia do falecimento do pai. No entanto, a família relata que não foi permitida a identificação do corpo. O médico teria afirmado categoricamente que o falecido era José Roberto Pereira. A família alega que não teve acesso ao corpo para o reconhecimento, o que gerou o mal-entendido.
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Desfecho e repercussões
José Roberto, para comprovar que estava vivo, gravou um vídeo e o enviou à irmã, que imediatamente comunicou a família. O caixão chegou ao velório, e a família constatou que não se tratava de José Roberto. A família registrou um boletim de ocorrência, buscando reparação pelos gastos com o velório. A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto emitiu nota explicando que o caso envolveu dois pacientes com nomes semelhantes. Um deles foi atendido, medicado e liberado; o outro, com quadro clínico pior, veio a óbito. A secretaria lamentou o ocorrido, iniciou uma investigação interna sobre possíveis falhas no processo de conferência de documentos e se comprometeu a ressarcir a família pelas perdas. O episódio gerou comoção, expondo a fragilidade e a necessidade de revisão dos protocolos de identificação em unidades de saúde.



