Além da demora, vítima foi socorrida por um carro normal e não por uma ambulância; situação piorou com a demora no transporte
Seu Liberato Alves dos Santos, de 62 anos, faleceu após precisar de atendimento médico em Restinga. Surdo e mudo, Liberato comunicou à irmã, Helena Sanches, por meio de sinais que estava com falta de ar. A família solicitou ajuda, mas enfrentou uma espera angustiante de quase 30 minutos até que um carro comum, e não uma ambulância, chegasse para o atendimento.
Demora no Atendimento e Descaso
Helena relata que a demora e a falta de preparo causaram o agravamento do estado de saúde de seu irmão. Segundo ela, o paciente chegou ao hospital quase sem vida. A irmã critica a falta de preparo dos atendentes e da equipe médica para lidar com a situação de emergência, questionando a falta de profissionais capacitados para avaliar a gravidade dos casos e agir com rapidez.
Investigação Interna e Versões Divergentes
A família registrou um boletim de ocorrência relatando a demora no atendimento e o possível despreparo da equipe. O diretor do Departamento de Saúde abriu um procedimento interno para apurar se houve negligência. Moisés Radaeli, admite a existência de uma ambulância para atendimento de urgência na cidade, mas explica que a escolha do veículo depende da avaliação da gravidade da situação feita pela pessoa que recebe o telefonema, em conversa com a equipe de enfermagem. Em casos não emergenciais, um veículo comum pode ser utilizado, enquanto em situações de emergência, a ambulância equipada é designada.
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Morte e Questionamentos
O atestado de óbito de Seu Liberato indica morte natural. O caso levanta questionamentos sobre os protocolos de atendimento em situações de urgência, a capacitação da equipe para lidar com pessoas com deficiência e a necessidade de melhorias no sistema de saúde para garantir um atendimento ágil e eficiente a todos, independentemente de suas condições.



