Mãe da vítima acusa a unidade de saúde de negligência
Júnior Carrion, de 34 anos, faleceu no início deste mês após uma parada cardiorrespiratória. Seu atestado de óbito aponta broncopneumonia e edema agudo pulmonar como causas da morte. A tragédia, no entanto, é cercada de questionamentos sobre a assistência médica recebida por Júnior nos meses que antecederam seu falecimento.
Atendimento médico questionado
A mãe de Júnior, Dalva Pinheiro Carrion, relata que seu filho passou por 11 consultas na Santa Casa de Guará, sendo liberado após receber soro em diversas ocasiões. Em uma das consultas, Júnior foi diagnosticado com ansiedade e medicado com calmantes, mesmo apresentando sintomas respiratórios graves. Dalva afirma que os médicos desconsideraram a gravidade da situação de seu filho, atribuindo seus problemas respiratórios à ansiedade.
Transferência precária e fatal
No dia de sua transferência para a Santa Casa de São Joaquim da Barra, Júnior foi transportado em uma ambulância em péssimas condições. Dalva descreve a ambulância como velha, sem ventilador e sem a presença de um médico durante o trajeto. A enfermeira responsável deixou a ambulância antes mesmo de chegar ao destino, deixando Dalva e sua irmã sozinhas com Júnior, que sofreu duas paradas respiratórias durante o trajeto.
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Luto e busca por justiça
Dalva, devastada pela perda do filho, busca justiça e questiona a qualidade do atendimento prestado pela Santa Casa de Guará. Ela exige explicações sobre a negligência que, segundo ela, resultou na morte de Júnior. A reportagem da IPTV tentou contato com a provedora da Santa Casa de Guará, Ângela Paulino, que agendou uma entrevista, mas quem se manifestou foi o advogado da unidade, Luciano Jimenez. Ele apenas entregou uma cópia do boletim de ocorrência registrado pela Santa Casa, alegando que o paciente deixou o hospital sem autorização prévia. A Santa Casa de São Joaquim da Barra confirmou o encaminhamento inadequado e o óbito do paciente, registrando um boletim de ocorrência e encaminhando o corpo para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) em Ribeirão Preto. Uma sindicância foi aberta para apurar os fatos.



