Natural de Serrana, Guarda Civil Municipal tinha 40 anos; família entrará na Justiça
A morte de Reginaldo Rodrigues, guarda civil municipal de Serrana com 20 anos de serviço, após uma sequência de eventos que envolveu atendimento médico falho, está sendo investigada pela Polícia Civil.
Atendimento Inicial e Falhas no Diagnóstico
No domingo, Reginaldo procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Serrana após uma queda que resultou na fratura do braço. A família relata que recebeu apenas analgésicos e foi liberado, sem exames de imagem. No dia seguinte, retornando à UPA com fortes dores, um novo profissional solicitou um raio-x, mas devido à falta de funcionamento do equipamento na unidade, a família teve que transportá-lo até Serra Azul e, posteriormente, para a Beneficência Portuguesa em Ribeirão Preto.
Progressão da Situação e Amputação
Yolanda Rodrigues, mãe de Reginaldo, relata que não pôde acompanhar o filho durante o atendimento em Ribeirão Preto e que ele foi liberado do hospital mesmo com sinais de confusão mental. Em casa, a família percebeu a gravidade da situação e o retornou à UPA de Serrana, que o encaminhou ao Hospital das Clínicas. Lá, foi constatada a necrose do braço, necessitando de amputação. Após a cirurgia, Reginaldo faleceu devido a paradas cardiorrespiratórias.
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Negligência Médica e Ações Legais
Ronaldo Rodrigues, irmão de Reginaldo, acusa negligência médica, alegando que se o diagnóstico correto tivesse sido feito inicialmente, o desfecho poderia ter sido diferente. A família afirma que o médico da UPA não examinou adequadamente o braço de Reginaldo, limitando-se a questionar sobre a dor. A família pretende entrar na justiça para buscar responsabilização pelos fatos. A Polícia Civil investiga o caso para apurar as responsabilidades.



