Cerca de dez pessoas que aguardavam pelo coletivo tiveram pertences roubados; crime aconteceu no Alexandre Balbo
Moradores do bairro Alexandre Balbo, na zona norte de Ribeirão Preto, reclamam por mais segurança após um assalto coletivo ocorrido na manhã desta terça-feira. Dois homens em uma motocicleta teriam rendido pelo menos dez pessoas que aguardavam o ônibus no ponto localizado na rua Afonso Paulini com a rua Vereador Guilherme Giró.
O crime e relatos das vítimas
Segundo testemunhas, os suspeitos desceram da moto, anunciaram o assalto e usaram arma para intimidar as vítimas. Diversos pertences foram levados — entre eles celulares, bolsas, documentos e chaves — enquanto trabalhadores esperavam o ônibus para seguir para o trabalho. Algumas pessoas conseguiram escapar sem perdas materiais, mas muitos relataram ter sido obrigados a entregar os objetos por medo de serem feridos.
Uma das vítimas, identificada como Zahid Machada, contou que os assaltantes apontaram arma e exigiram os celulares. Maria Vieira, diarista e moradora do Alexandre Balbo, disse que tentou correr, mas não conseguiu recuperar o que foi levado. Outro morador que presenciou a ação preferiu não se identificar e relatou que por pouco não foi vítima, pois aguardou antes de sair de casa ao ver a moto no portão.
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Impacto na comunidade e pedidos por reforço
Os episódios de violência têm alterado a rotina dos moradores: há quem opte por caminhar até pontos de ônibus mais distantes ou evitar sair cedo de casa. Moradores afirmam que roubos são recorrentes na região e pedem rondas policiais regulares, sobretudo durante o horário de maior movimento nas paradas de ônibus. Gláucia Parecida Teixeira, auxiliar de reposição, afirmou que os assaltos ocorrem com frequência e que a sensação de insegurança tomou conta do bairro.
Investigação e posição das autoridades
A Polícia Civil registrou boletim na Central de Polícia Judiciária, na rua Duque de Caxias, no centro de Ribeirão Preto. Até o momento, os suspeitos não foram localizados e nem todas as vítimas formalizaram queixa. A reportagem solicitou posicionamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo sobre medidas específicas de policiamento no Alexandre Balbo, mas não recebeu resposta até a publicação.
O ataque desta manhã intensificou a preocupação local e reforça a demanda por ações preventivas e investigação eficaz para identificar e responsabilizar os autores.



