Walter Delgatti Neto, de 30 anos, seria o ‘cabeça’ do esquema que invadiu os aparelhos de diversos integrantes da Lava Jato
Hacker preso em Ribeirão Preto invadiu celulares de Moro e outras autoridades
Walter Delgatti Neto, conhecido como “Vermelho”, foi preso na terça-feira (dia não especificado) em um apartamento na zona leste de Ribeirão Preto pela Polícia Federal. Ele é acusado de invadir os celulares do Ministro da Justiça, Sérgio Moro, de outros integrantes da cúpula da Lava Jato e, possivelmente, do Ministro da Economia, Paulo Guedes.
Operação Espofain e as prisões
A operação Espofain, comandada pela Polícia Federal de Brasília, resultou na prisão de mais três pessoas além de Delgatti: o DJ Gustavo e sua namorada, Suelen, em São Paulo, e Danilo Marques, em Araraquara. Todos confessaram participação no esquema, segundo a Polícia Federal. Mais de 40 policiais participaram da ação, que rastreou o IP dos dispositivos usados para invadir os celulares das autoridades, levando-os até o apartamento em Ribeirão Preto.
Extensa ficha criminal e detalhes da investigação
Delgatti, de 30 anos, possui extensa ficha criminal, com passagens por crimes como venda de medicamentos controlados com receita falsificada e se passar por policial. A perícia em computadores e celulares apreendidos mostrou que o grupo invadiu mais de mil celulares. Entre os itens encontrados com o suspeito estavam um CPF falso, uma carteira de estudante falsa da USP e uma BMW sem rodas. Em depoimentos, ele alegou usar o documento falso para comprar ingressos mais baratos e impressionar mulheres, além de negar a venda de medicamentos, afirmando que eram para consumo próprio. A USP negou que Delgatti já tenha sido aluno da instituição. Um dos mandados de prisão anteriores contra ele foi expedido para ser cumprido em um dos endereços alvos da operação em Araraquara. Em abril de 2015, ele foi preso com grande quantidade de comprimidos de substâncias como cloridrato de fluoxetina e sibutramina, junto a um receituário médico falsificado. Na época, ele se declarou investidor com renda mensal de R$ 4 mil, apesar de não possuir bens como carros ou imóveis.
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A investigação revelou um esquema complexo de invasão de celulares, com ramificações em diferentes cidades e envolvendo um grupo com conexões prévias. A prisão de Delgatti e dos demais suspeitos representa um avanço significativo na apuração dos crimes, lançando luz sobre a extensão da ação criminosa e suas consequências.



