A Polícia Militar de Ribeirão Preto prendeu nesta segunda-feira (16) um homem de 33 anos, natural de Alagoas, que era procurado pela Justiça por um homicídio duplamente qualificado cometido em 2012, em Maceió. Segundo a PM, o mandado de prisão estava em aberto desde então e foi cumprido após uma abordagem de rotina na zona norte da cidade.
Identificado como Marcos David Lopes dos Santos, o suspeito foi levado à Central de Polícia Judiciária e ficará à disposição da Justiça. A expectativa é de que ele seja transferido para Alagoas, onde o processo tramita e onde ocorreram os crimes investigados.
Prisão
A abordagem ocorreu no bairro Jardim Aeroporto, durante patrulhamento da PM. O homem estava uniformizado, a caminho do trabalho, quando teve os dados consultados em sistema nacional, que apontou o mandado de prisão expedido pela Justiça alagoana.
Segundo a PM, o suspeito é investigado por um homicídio duplamente qualificado que vitimou um pai e a filha, de 16 anos, em 2012, na cidade de Maceió. Ele residia em Ribeirão Preto desde 2014 e, segundo os policiais, estava foragido desde a época do crime.
Investigação
Durante a apresentação da ocorrência, a PM informou que há suspeitas, compartilhadas pela polícia de Alagoas, de envolvimento do homem em cerca de 50 homicídios naquele estado, com indícios de atuação como matador por encomenda ao lado de um comparsa, já preso desde 2016.
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“Após realizar consulta nos sistemas informatizados, voltou o mandado de prisão em desfavor do indivíduo pelo estado de Alagoas, no qual ele é indiciado por um homicídio duplamente qualificado no ano de 2012”, afirmou o tenente Guilherme Zanardo.
Defesa
A advogada do suspeito negou as acusações e afirmou que ele não participou dos homicídios nem atuou como matador de aluguel. Segundo ela, parentes do investigado teriam envolvimento com crimes e o citaram como participante, o que teria motivado a inclusão do nome dele no inquérito.
A empresa para a qual o homem prestava serviço informou que abriu apuração interna, declarou não compactuar com qualquer tipo de violência e disse colaborar com as autoridades. O caso seguirá sob responsabilidade da polícia de Alagoas, para onde o preso deve ser transferido.



