Rodrigo Stabeli destaca que a gordura da famosa “barriga de chope” pode trazer problemas à saúde, caso não haja equilíbrio
Com a aproximação do fim do ano, Homem que não tem barriga, não, muitas pessoas acabam exagerando no consumo de comida e bebida, o que pode contribuir para o acúmulo de gordura abdominal, popularmente conhecida como “barriguinha de chope”. Segundo o pesquisador titular da Fiocruz, Rodrigo Estábele, esse tipo de gordura não é saudável e pode trazer riscos à saúde.
Tipos de gordura corporal: Estábele explica que o corpo humano possui diferentes tipos de gordura localizados em pontos distintos. A gordura subdérmica fica logo abaixo da pele e tem funções importantes, como estocar energia e isolar o corpo contra variações de temperatura. Já a gordura visceral, que é mais perigosa, está localizada próxima a órgãos internos, como fígado e intestino.
Diferenças entre homens e mulheres
Segundo o pesquisador, as mulheres possuem maior espaço para armazenamento de gordura subdérmica, especialmente em braços, quadril, bumbum e coxas. Nos homens, esse espaço é menor devido a fatores hormonais, o que faz com que a gordura se acumule mais rapidamente na região abdominal, aumentando o depósito de gordura visceral.
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Riscos associados à gordura visceral: A gordura visceral é metabólica e clinicamente mais perigosa do que a subdérmica. Ela não é visível nem palpável, ao contrário da gordura subdérmica, que pode ser sentida ao apertar a pele. O excesso de gordura abdominal está associado a maior risco de doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral (AVC).
Medição e prevenção: Para medir a quantidade de gordura abdominal, existem equipamentos como a balança de bioimpedância, que avalia a condução elétrica do corpo para estimar a composição corporal. Estábele recomenda cautela no consumo alimentar, prática regular de exercícios físicos e acompanhamento médico para controle e prevenção dos riscos relacionados ao excesso de gordura abdominal.
Informações adicionais
O pesquisador reforça que a gordura abdominal não é apenas um problema estético, mas um sinal de possíveis complicações de saúde. A adoção de hábitos saudáveis contribui para a melhora da energia, autoestima e prevenção de doenças cardíacas e AVC.