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Homem reclama de espera de 10h em UPA de Ribeirão e vai com o soro no braço à lanchonete

Além da superlotação pelos sintomas gripais, pacientes de outras especialidades têm dificuldade em conseguir vagas nos hospitais
Espera em UPA
Além da superlotação pelos sintomas gripais, pacientes de outras especialidades têm dificuldade em conseguir vagas nos hospitais

Além da superlotação pelos sintomas gripais, pacientes de outras especialidades têm dificuldade em conseguir vagas nos hospitais

A situação da saúde em Ribeirão Preto voltou a ser pauta após o relato de um paciente que esperou 10 horas por atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

10 horas de espera por atendimento

O paciente, que sofre de fortes dores de cabeça há três semanas, procurou atendimento na UPA Sumarezinho. Após 10 horas de espera, ele ainda não havia recebido um diagnóstico preciso. Em seu relato, descreve a angústia de passar horas com dores intensas, sem acesso a um atendimento adequado. A situação o levou a deixar o soro a que estava conectado para conseguir se alimentar, pendurando-o em um corrimão enquanto buscava um lanche em uma lanchonete próxima.

Sobrecarga no sistema de saúde

A superlotação nas UPAs de Ribeirão Preto, agravada pela incidência de casos de Covid-19 e gripe, é apontada como a principal causa do longo tempo de espera. O relato do paciente corrobora outras denúncias recentes, como o caso da idosa Idalina Maria de Souza, de 87 anos, que faleceu após esperar por uma vaga em hospital. A demora no atendimento e a falta de transparência na unidade foram duramente criticadas pelos familiares.

Resposta da Prefeitura

Em resposta às denúncias, a Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto informou que o paciente já está sendo acompanhado, tendo passado por atendimento médico e encaminhamento para um neurologista. A prefeitura também afirmou que apurará as reclamações, incluindo a demora no atendimento e a possível demora de mais de seis meses para uma consulta especializada. No entanto, a falta de uma resposta direta do secretário da Saúde, José Carlos Moura, e a indicação de um link para o site da prefeitura como única forma de obter informações, geraram críticas. A ausência de comunicação direta com a população afetada demonstra falta de sensibilidade e transparência.

A situação expõe a fragilidade do sistema de saúde local e a necessidade de medidas urgentes para melhorar a qualidade do atendimento e reduzir o tempo de espera nas UPAs. A espera de 10 horas por atendimento básico é inaceitável e demonstra a urgência de soluções efetivas para garantir o direito à saúde da população.

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