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Homem tenta roubar fios de poste e recebe choque elétrico de 13,8 mil volts

O suspeito foi levado em estado grave para o HC-UE; homem estava a mais de dez metros de altura quando recebeu a descarga
choque elétrico
O suspeito foi levado em estado grave para o HC-UE; homem estava a mais de dez metros de altura quando recebeu a descarga

O suspeito foi levado em estado grave para o HC-UE; homem estava a mais de dez metros de altura quando recebeu a descarga

Um homem sofreu um grave acidente ao subir na rede elétrica da CPFL no último sábado à noite, no bairro Salgado Filho, zona norte de Ribeirão Preto. Socorrido em estado grave, foi encaminhado ao Hospital das Clínicas.

O Acidente e seus Riscos

Segundo o Corpo de Bombeiros, o homem subiu na rede elétrica primária da CPFL com a intenção de furtar cabos. A alta tensão causou um choque elétrico, o deixando preso à rede, exigindo um trabalho complexo para sua remoção. De acordo com a Associação Brasileira de Conscientização dos Riscos de Eletricidade (ABRACE), entre 2018 e 2022, foram registrados 4.349 acidentes com eletricidade no Brasil, resultando em 3.276 mortes. Somente em 2022, foram 1.828 casos, com 592 óbitos. Destes, 853 acidentes envolveram contato direto com a rede elétrica, causando 592 mortes.

Prevenção e Cuidados

O perito judicial e professor Lucas Mora, do Instituto Federal de Sertãozinho, destaca a alta letalidade de acidentes com eletricidade, diferenciando o contato direto (toque na rede elétrica, como no caso em questão) do indireto (descarga elétrica por falha em equipamentos). Ele alerta para os perigos em residências, citando acidentes com eletrodomésticos (32 fatais), fios partidos (25), manutenções caseiras (16 fatais), e problemas com equipamentos como cortadores de grama, carregadores de celular e bombas d’água. Mora enfatiza a importância de não manusear equipamentos elétricos sem conhecimento técnico, desligando sempre a energia antes de qualquer intervenção. Ele também destaca que a partir de 70 volts, uma descarga elétrica pode causar fibrilação cardíaca.

Em caso de necessidade de intervenção na rede elétrica externa, a recomendação é contatar a CPFL ou empresa responsável. Apesar do pedido de posicionamento da CPFL sobre os riscos e do ocorrido, não houve retorno até o fechamento desta matéria. O Hospital das Clínicas, por sua vez, alegou não poder divulgar informações do paciente devido à Lei Geral de Proteção de Dados. O caso segue em acompanhamento.

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