Relógios foram adiantados uma hora de sábado para domingo; com o objetivo de economizar energia, medida é adotada desde 1970
O horário de verão, uma medida que já completa 45 anos, ainda divide opiniões. Para alguns, representa um transtorno, com noites mal dormidas e cansaço. Outros, por outro lado, celebram a oportunidade de aproveitar a luz natural por mais tempo e sentem que o dia se torna mais produtivo. Mas, afinal, quais são os impactos reais dessa mudança e como ela afeta nosso cotidiano?
A Economia de Energia em Debate
O principal objetivo do horário de verão é otimizar o uso da luz natural, visando a redução do consumo de energia elétrica. Estudos da CPFL Paulista apontam para uma diminuição média de 0,5% ao ano. Simar Berzotti, gerente de serviços de rede da CPFL Paulista, ressalta que essa economia, embora possa parecer pequena, é significativa. “0,5% da economia equivale a alimentar uma cidade como Ribeirão Preto por 15 dias”, explica. A medida busca atenuar o pico de consumo que ocorre entre as 18h e 21h, período em que muitas pessoas chegam em casa e utilizam mais energia.
Dicas para Economizar Energia em Casa
Mesmo com a implementação do horário de verão, cada indivíduo pode contribuir para a redução do consumo de energia em sua residência. Tapir Sandrone, engenheiro eletricista, oferece algumas dicas práticas: reduzir o tempo no chuveiro, desligar lâmpadas em ambientes não utilizados, manter a geladeira em bom estado (verificando a vedação da borracha da porta), desligar carregadores de celular e outros aparelhos eletrônicos quando não estiverem em uso, e utilizar o ar-condicionado de forma consciente, especialmente durante os dias mais quentes.
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Os Efeitos no Organismo
A mudança no horário pode gerar reflexos negativos no organismo de algumas pessoas. Fernando Teles de Arruda, especialista em clínica médica e cardiologista, explica que o horário de verão pode desencadear crises de enxaqueca, alterações no humor, falta de disposição e até mesmo afetar o apetite. Esses sintomas são reflexo dos desequilíbrios hormonais causados pela desconfiguração do ciclo natural do corpo. A adaptação varia de pessoa para pessoa, mas, em média, leva de 7 a 10 dias. A dica é tentar deitar mais cedo para condicionar o organismo a dormir mais cedo.
Apesar das diferentes percepções e impactos, o horário de verão segue em vigor, buscando equilibrar o consumo de energia e o aproveitamento da luz natural.



