Com o aumento nas internações por Covid-19, a procura por relaxantes musculares cresceu e tem zerado os estoques dos hospitais
Falta de Medicamentos para Intubação Preocupa Hospitais da Região
A preocupação com a pandemia de Covid-19 não se limita apenas à disponibilidade de leitos de UTI e enfermaria. Hospitais da região enfrentam também a escassez de medicamentos essenciais para a intubação de pacientes graves, comprometendo o atendimento adequado.
Estoques Críticos em Certãozinho
Em Certãozinho, o Hospital Santa Casa está em situação crítica. Segundo Marcela Seleguin, enfermeira responsável pelas compras, o estoque de medicamentos para intubação garante apenas dois dias de atendimento. Com o aumento do número de pacientes graves, a situação se torna insustentável. A equipe trabalha incansavelmente para contatar fornecedores e repor os bloqueadores neuromusculares.
Impacto em Ribeirão Preto e Barretos
A falta de medicamentos também afeta hospitais maiores, como o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. O diretor do Departamento de Atenção à Saúde, Antônio Pazin Filho, afirma que o estoque de sedativos é insuficiente, levando à redução de cirurgias pela metade nas próximas duas semanas. Em Barretos, com taxa de ocupação de leitos de Covid-19 em 100% há três semanas, o Hospital de Amor (Hospital do Câncer de Barretos) suspendeu atendimentos não emergenciais por 15 dias para priorizar pacientes graves. Apesar disso, cirurgias de urgência, radioterapia e quimioterapia seguem normalmente.
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Os hospitais de Ribeirão Preto e Barretos entrarão em contato com os pacientes para reagendar cirurgias e consultas. A situação demonstra a necessidade urgente de garantir o fornecimento de medicamentos essenciais para o tratamento da Covid-19 e a manutenção dos serviços de saúde.



