Índice na rede privada é de 54,84%, enquanto na pública é de 40,68%.
A taxa de ocupação de leitos de UTI em Ribeirão Preto atingiu a menor marca desde junho, chegando a 49% da capacidade total (192 leitos). Apesar da queda, mudanças significativas no perfil dos pacientes internados foram observadas.
Mudança no perfil dos pacientes
Atualmente, há 94 pacientes internados com sintomas graves de COVID-19, sendo mais casos em hospitais privados (54,84% de ocupação) do que públicos (40,68%). Segundo o médico imunologista e reumatologista do Hospital das Clínicas, Flávio Caliupetian, a eficácia do tratamento aumentou desde o início da pandemia devido às mudanças nos protocolos médicos e no trabalho em si. O tratamento precoce e a redução de internações apenas em casos de falta de ar contribuíram para a diminuição do número de mortes.
Relaxamento das medidas e aumento de casos em classe média alta
O pesquisador titular da Fiocruz, Rodrigo Estable, explica que a COVID-19 inicialmente atingiu a classe média alta, que teve mais oportunidades de viagens. Com o relaxamento das medidas de distanciamento social, essa população voltou a circular mais, levando a um aumento na procura por leitos em hospitais privados. A retomada de atividades, como trabalho e viagens, também contribuiu para esse cenário.
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Prevenção continua essencial
Apesar da queda nos números, os médicos alertam para a necessidade de manter os cuidados. A taxa de infecção em Ribeirão Preto permanece alta, e a ausência de medidas sanitárias adequadas pode levar a um novo aumento de casos. A prevenção continua sendo crucial para evitar uma nova onda da COVID-19.



