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Hospitais Santa Lydia e São Francisco de Assis passam a ter mais leitos disponíveis à população

Ao todo, são 40 novas vagas para pacientes nessas unidades; Prefeitura também anunciou novo sistema para lidar com a demanda
Hospitais Santa Lydia e São Francisco
Ao todo, são 40 novas vagas para pacientes nessas unidades; Prefeitura também anunciou novo sistema para lidar com a demanda

Ao todo, são 40 novas vagas para pacientes nessas unidades; Prefeitura também anunciou novo sistema para lidar com a demanda

A Prefeitura de Ribeirão Preto anunciou a ampliação de 40 novos leitos de UTI em hospitais da cidade, Hospitais Santa Lydia e São Francisco, como Santa Lídia e São Francisco de Assis, além da contratação de equipes médicas e de enfermagem para reforçar o atendimento. A reativação dos leitos começou a ser operacionalizada na manhã seguinte ao anúncio.

Do total de leitos, 15 foram reativados no Hospital São Francisco de Assis após reformas estruturais, 15 novos leitos foram criados no Hospital Santa Lídia em espaços administrativos adaptados, e 10 leitos antes destinados a convênios e particulares passaram a ser 100% SUS a partir de abril.

Ampliação de leitos e contratação de profissionais

A Fundação Santa Lídia está contratando médicos, enfermeiros e técnicos para atuar tanto nas unidades de pronto atendimento (UPAs) quanto no hospital, com o objetivo de suprir a demanda crescente. A intenção é reforçar o quadro de profissionais para garantir o atendimento adequado nos novos leitos e nas UPAs.

Regulação municipal e sistema estadual: O secretário municipal de Saúde, Maurício Godinho, explicou que o sistema estadual de regulação, conhecido como Cross, gerencia a ocupação de leitos em parceria com municípios e o Estado de São Paulo. O novo modelo adotado pela Prefeitura é a auto-regulação, que visa garantir leitos exclusivos para os munícipes de Ribeirão Preto, especialmente para pacientes provenientes das UPAs.

Alta demanda e desafios no atendimento: Ribeirão Preto recebe diariamente um grande volume de pacientes, incluindo moradores da região, com cerca de 700 atendimentos diários por UPA. A principal dificuldade apontada é a falta de leitos suficientes para internação, o que dificulta a desocupação das UPAs e o fluxo adequado dos pacientes.

Absenteísmo e licenças médicas: Foi destacado que um em cada três servidores da Secretaria Municipal de Saúde esteve afastado por problemas de saúde nos dois primeiros meses do ano. A Prefeitura está realizando um estudo para identificar as causas desses afastamentos, que impactam o atendimento. A ampliação das equipes visa também suprir essas lacunas.

Uso inadequado das UPAs e incentivo às UBS

O secretário ressaltou que cerca de 30% dos pacientes não comparecem às consultas agendadas nas unidades básicas de saúde (UBSs), o que contribui para a superlotação das UPAs. Muitos procuram as UPAs por desconhecimento ou pela facilidade de acesso, mesmo quando o atendimento poderia ser feito nas UBSs.

Para mudar essa cultura, a Prefeitura está investindo na divulgação e fortalecimento das UBSs, revitalizando as unidades e ampliando o uso da telemedicina e teleatendimento, permitindo consultas remotas tanto em casa quanto nas unidades de saúde.

Panorama

O novo modelo de auto-regulação e a ampliação dos leitos e equipes são medidas para reduzir filas e agilizar o atendimento de urgência e emergência em Ribeirão Preto. Embora não resolvam todos os problemas do sistema de saúde, a Prefeitura acredita que essas ações contribuirão significativamente para melhorar o atendimento à população.

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