Corpo clínico apresentou o déficit de R$ 4 milhões à Prefeitura, mas não teve aportes para balancear as contas
A Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto anunciou a suspensão de cirurgias eletivas a partir desta quinta-feira. A medida, segundo a direção do hospital, é necessária devido a um acumulado de prejuízos e falta de recursos.
Prejuízos e falta de repasses
O hospital afirma que as verbas recebidas não cobrem os custos, principalmente aqueles gerados durante a pandemia de Covid-19. Foram gastos cerca de 4 milhões de reais em equipamentos e contratação de médicos para atender à demanda, sem o devido apoio da prefeitura. Além disso, a prefeitura teria feito descontos não combinados, totalizando cerca de 1,6 milhões de reais referentes aos anos de 2020 e 2021. Há também um débito de 1,5 milhão de reais referente ao Sacom (Serviço de Assistência à Saúde dos Munícipios) de 2022.
Impactos e próximos passos
A suspensão das cirurgias eletivas afetará cerca de 200 pessoas por dia, incluindo pacientes do SUS e do Sacom. Apesar da promessa de repasse de 500 mil reais pela Câmara Municipal, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que não há débito com a Beneficência Portuguesa, citando pagamentos recentes. Entretanto, admite a existência de um débito referente aos descontos de atendimentos de pacientes com Covid-19, que está em análise pelo setor jurídico. A superintendente do Sacom foi convocada para prestar esclarecimentos na Câmara Municipal sobre um possível débito de 1,5 milhão de reais.
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A situação demonstra a fragilidade financeira de hospitais filantrópicos e os desafios para garantir o acesso à saúde pública. A suspensão dos atendimentos sobrecarregará outros hospitais e afetará a população de Ribeirão Preto. Acompanharemos os desdobramentos da situação, incluindo o depoimento da superintendente do Sacom na Câmara Municipal e o posicionamento da prefeitura sobre os débitos alegados pelo hospital.



