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Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) testa sensor que mede glicemia sem picadas em pacientes do CTI

Tecnologia usada no SUS monitora glicose por até 15 dias e evita medições frequentes com agulhas em pacientes com hiperglicemia grave.
glicemia
Tecnologia usada no SUS monitora glicose por até 15 dias e evita medições frequentes com agulhas em pacientes com hiperglicemia grave.

O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto passou a utilizar um sensor transdérmico para monitorar a glicemia de pacientes internados no CTI (centro de terapia intensiva). A tecnologia permite acompanhar os níveis de açúcar no sangue sem a necessidade das tradicionais picadas no dedo feitas de hora em hora.

A unidade é a primeira do SUS (Sistema Único de Saúde) a testar o equipamento em pacientes internados em estado mais grave. O método é utilizado principalmente em casos de hiperglicemia aguda e grave, quando os níveis de açúcar no sangue ficam muito elevados.

O sensor é aplicado apenas uma vez e pode permanecer no corpo por até 15 dias, permitindo o acompanhamento contínuo da glicose e reduzindo o desconforto dos pacientes durante o tratamento.

Monitoramento


De acordo com a equipe médica do hospital, pacientes com picos de hiperglicemia precisam receber insulina diretamente na veia por meio de uma bomba de infusão. Nesse tipo de tratamento, a medição da glicemia costuma ser feita a cada hora por meio de picadas no dedo.

Com o sensor colocado na pele, a equipe consegue medir a glicose diversas vezes ao longo do dia sem a necessidade de procedimentos repetidos. O dispositivo também registra a evolução dos níveis de glicose, permitindo acompanhar a curva glicêmica do paciente.

O controle da glicemia é considerado essencial para a recuperação de pacientes internados em estado grave, já que níveis elevados de açúcar no sangue podem provocar desidratação e aumentar o risco de complicações.

Trabalho médico


Além do conforto para os pacientes, o sensor também contribui para a rotina da equipe de enfermagem no CTI. O monitoramento da glicemia é um dos procedimentos mais frequentes durante o atendimento.

Com o método tradicional, cada medição exige o uso de materiais como luvas, lancetas e gazes. Com o sensor, a leitura é feita aproximando o aparelho da pele, o que torna o processo mais rápido e simples para os profissionais de saúde.

A tecnologia já é conhecida e utilizada fora do ambiente hospitalar, mas está sendo aplicada pela primeira vez em pacientes internados no CTI do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Acesso


Alguns dispositivos semelhantes já são vendidos em farmácias e podem ser utilizados por pacientes diabéticos para monitoramento da glicose. O sensor costuma ter duração de cerca de duas semanas e custa em torno de R$ 300.

Outras tecnologias usadas no controle do diabetes também podem auxiliar no tratamento de pacientes com quadros mais graves, como bombas de infusão automática de insulina. Esses equipamentos, no entanto, ainda têm custo elevado, podendo variar entre cerca de R$ 15 mil e R$ 35 mil, além de exigir manutenção.

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