Quem explica essa ferramenta é o criador e co-fundador do Connect, Bruno Giangrande
O Hospital de Amor, localizado em Barretos, Hospital de Amor usa plataforma para dar apoio psicológico a pacientes à distância, conhecido pelo tratamento humanizado de pacientes com câncer, lançou neste fim de semana uma iniciativa pioneira no Brasil: uma plataforma digital de apoio psicológico a distância voltada para famílias de crianças e adolescentes em tratamento oncológico, especialmente para aquelas que enfrentam o luto após a perda do filho.
A oncologista pediátrica do hospital, Dra. Erika Boldrini, destacou que o cuidado paliativo vai além do tratamento do paciente, abrangendo também o suporte à família durante e após o processo. “Esse pós-óbito é muito difícil e muitas vezes as famílias não conseguem retornar ao hospital para atendimento. Por isso, a ideia é oferecer um acompanhamento virtual, por meio de um aplicativo especializado, que permita atendimento, aulas e orientações para ajudar no processo de luto”, explicou.
Inovação no cuidado paliativo: Segundo Dra. Erika, essa ferramenta representa um grande diferencial no país, pois atualmente não há registros de outras instituições que ofereçam esse tipo de suporte digital para famílias enlutadas por câncer infantil. O desafio é grande, pois o sofrimento dessas famílias é intenso e o acompanhamento contínuo pode contribuir para a melhora da saúde mental e emocional dos envolvidos.
Desenvolvimento da plataforma por jovens
Para entender melhor a plataforma, a CBN conversou com Bruno Jean Grande, um dos cofundadores do aplicativo. Aos 16 anos, Bruno e um amigo tiveram a iniciativa após vivenciarem situações difíceis em suas famílias relacionadas ao câncer. Eles começaram arrecadando brinquedos para o Hospital de Amor, experiência que os motivou a criar um projeto com impacto contínuo.
“Decidimos criar um aplicativo para formar uma comunidade que funcione 24 horas por dia, sete dias por semana, conectando pacientes em tratamento, pais enlutados e profissionais de saúde, para que possam compartilhar experiências e apoio”, relatou Bruno.
Funcionamento e alcance da plataforma: O aplicativo funciona como uma rede social segmentada, com canais específicos para diferentes grupos: pais enlutados, pacientes em tratamento e médicos. Essa divisão permite que os usuários troquem informações e recebam suporte adequado às suas necessidades. Além disso, os médicos acompanham as conversas, podendo monitorar a saúde mental dos pacientes e intervir quando necessário.
Inicialmente, a plataforma será exclusiva para a rede do Hospital de Amor, que possui unidades em várias regiões do país, permitindo o alcance de pessoas desde o Amazonas até São Paulo. Por ser totalmente digital, o aplicativo elimina barreiras geográficas e facilita o acesso ao suporte.
Impacto social e aprendizado dos jovens desenvolvedores
Bruno ressaltou que o projeto envolveu cerca de dez amigos, todos jovens, que contribuíram para o desenvolvimento e aprimoramento da plataforma. A experiência de contato direto com o hospital e as famílias afetadas trouxe uma maturidade significativa para o grupo, que passou a valorizar ainda mais a vida e a importância do apoio mútuo.
“Ver as famílias unidas em momentos tão difíceis e ouvir seus depoimentos foi impactante. Nosso objetivo é criar um espaço seguro onde as pessoas possam conversar e se sentir acolhidas”, afirmou Bruno. Ele também destacou a importância da continuidade do atendimento humanizado, especialmente para pacientes que vêm de outras regiões e muitas vezes perdem o acompanhamento após o tratamento.
Entenda melhor
- O Hospital de Amor é referência no tratamento oncológico e na humanização do atendimento.
- A nova plataforma digital visa oferecer suporte psicológico a distância para famílias de crianças e adolescentes com câncer, incluindo acompanhamento no luto.
- O aplicativo foi desenvolvido por jovens, liderados por Bruno Jean Grande, com experiência pessoal relacionada ao câncer.
- A ferramenta funciona como uma rede social segmentada, com canais para pacientes, familiares enlutados e médicos, permitindo troca de experiências e monitoramento da saúde mental.
- Inicialmente, o uso será restrito à rede do Hospital de Amor, com potencial para alcançar milhares de pessoas em todo o país.



