Remédio retarda a doença dando tempo ao paciente na busca por um doador
O Hospital de Câncer de Barretos desenvolveu uma nova técnica que revolucionou o tratamento da mielodisplasia, uma leucemia rara que afeta cerca de 6 milhões de brasileiros. A doença causa a produção de células sanguíneas defeituosas na medula óssea.
Avanços no Tratamento
A nova abordagem, pioneira em Barretos, aumentou significativamente as chances de cura. De acordo com o oncologista Luiz Fernando Lopes, a taxa de sucesso saltou de menos de 10% para 60%. Esse avanço é resultado da combinação de um novo medicamento, que prolonga a vida do paciente enquanto se busca um doador compatível de medula óssea, com transplantes aprimorados.
Doadores e Transplantes Inovadores
O medicamento, eficaz por até dois anos, impulsionou a busca por soluções alternativas para a escassez de doadores compatíveis. Uma dessas soluções é o uso do pai ou da mãe da criança como doador, mesmo com compatibilidade de apenas 50%. A pediatra Niesse Viela explica que, com o uso de medicamentos pós-transplante, essa estratégia tem se mostrado eficaz. Esse método, chamado de transplante ‘apula’, garante a disponibilidade imediata de um doador, evitando a progressão da doença enquanto se aguarda um doador 100% compatível.
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Histórias de Sucesso e Esperança
O sucesso da nova técnica é comprovado por relatos como o de Rosane Faria, cuja filho recebeu tratamento em Barretos e se recuperou completamente. Anderson Correia, caminhoneiro, também testemunha a eficácia do tratamento ao descrever a recuperação surpreendente de seu filho de quatro anos. Esses exemplos demonstram o impacto positivo dessa inovação na vida de pacientes e familiares, oferecendo esperança e novas perspectivas no combate à mielodisplasia.


