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Hospital do Câncer de Fernandópolis pode fechar até o fim do mês

Sem repasse do Ministério da Saúde, unidade deve redirecionar os cerca de mil pacientes atendidos por dia para Barretos e Jales
Hospital do Câncer Fernandópolis
Sem repasse do Ministério da Saúde, unidade deve redirecionar os cerca de mil pacientes atendidos por dia para Barretos e Jales

Sem repasse do Ministério da Saúde, unidade deve redirecionar os cerca de mil pacientes atendidos por dia para Barretos e Jales

O Hospital de Câncer de Fernandópolis encerrará suas atividades, impactando o acesso a serviços especializados para moradores de 90 cidades da região. A decisão, anunciada pelo diretor-geral Henrique Prata, é motivada pela falta de credenciamento para o recebimento de verbas adicionais do Sistema Único de Saúde (SUS), o que tornou insustentável a manutenção da unidade.

Déficit Financeiro e Falta de Apoio Governamental

Segundo Prata, o hospital enfrentava um déficit significativo, com um custo mensal de R$ 4,5 milhões, dos quais apenas R$ 1 milhão era repassado pelo governo estadual. Apesar de um pedido direto ao governador, a verba não foi revista e o credenciamento não foi realizado pelo estado junto ao Ministério da Saúde. Essa situação inviabilizou a continuidade dos serviços, mesmo com a contrapartida esperada do governo.

Realocação de Pacientes e Risco de Centralização em Barretos

Aproximadamente mil pacientes atendidos diariamente em Fernandópolis serão realocados para as unidades de Jales e Barretos, também administradas pelo Hospital de Câncer. No entanto, a unidade de Jales também aguarda credenciamento para receber repasses, o que pode levar à centralização total dos atendimentos em Barretos caso a situação não seja resolvida. Henrique Prata aguarda uma resposta até dezembro e, caso não haja aumento no auxílio financeiro, a unidade de Jales também poderá ser fechada.

Impacto na População e Serviços Oferecidos

O fechamento do Hospital de Fernandópolis representa uma perda significativa para a população, que contava com serviços essenciais como exames preventivos de colo de útero, câncer de próstata e mama. A unidade realizava mais de 3.700 mamografias por mês e contava com uma equipe de 35 médicos e mais de 300 funcionários, que serão transferidos para outras unidades.

Resposta do Governo Estadual

Em nota, o governo estadual informou que se solidariza com a causa do Hospital de Câncer e realizará uma auditoria nas unidades mantidas pela Fundação Pio XII para auxiliar na melhor administração dos recursos.

A situação levanta preocupações sobre o futuro do acesso à saúde oncológica na região.

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