Psicóloga, Jéssica Fuliotto, comenta sobre como evitar a dependência e reduzir o uso excessivo através de outras atividades
O mundo digital, impulsionado por smartphones, aplicativos e inteligência artificial, transformou a comunicação, o consumo de informação e as relações interpessoais. No Brasil, mais de 90% da população tem acesso à internet, segundo dados do IBGE, um número que cresce anualmente, nos tornando cada vez mais dependentes desse universo.
Dependência digital: um desafio do século XXI
A psicóloga Jéssica Fuliotto discute os impactos dessa dependência na vida moderna. Segundo ela, evitar completamente a dependência tecnológica é praticamente impossível nos dias de hoje. A chave está no autocontrole e na observação de nossos próprios comportamentos. Sentir falta constante do celular é um sinal de alerta. Fazer pausas e “detox digitais”, como um final de semana sem o aparelho, são estratégias eficazes para equilibrar o uso.
Impacto nas diferentes gerações
A especialista destaca que as gerações Z e Alfa, que nasceram imersas na tecnologia, são as mais afetadas pela dependência digital. A falta de contato físico e a preferência por jogos online em detrimento de atividades tradicionais contribuem para esse cenário. Entretanto, pessoas de outras gerações também sofrem com os malefícios do uso excessivo, experimentando problemas como ansiedade, distúrbios do sono e procrastinação. A luz azul emitida pelas telas também impacta a saúde.
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Equilíbrio e uso consciente
Apesar dos riscos, a tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa e benéfica. O segredo está no equilíbrio. Utilizar as tecnologias digitais de forma consciente, sabendo dosar o tempo de uso e priorizando momentos sem telas, é fundamental para minimizar os impactos negativos e usufruir dos benefícios que a tecnologia oferece. A chave é o uso moderado e a busca por um estilo de vida que integre o mundo digital sem se deixar dominar por ele.



