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IBGE aponta que trabalhadores autônomos trabalham 6 horas semanais a mais que empregados CLT

Dado reflete o fenômeno da precarização do trabalho ou da chamada 'pejotização'; Lucas Freire, psicólogo do trabalho, comenta
IBGE aponta que trabalhadores autônomos trabalham
Dado reflete o fenômeno da precarização do trabalho ou da chamada 'pejotização'; Lucas Freire, psicólogo do trabalho, comenta

Dado reflete o fenômeno da precarização do trabalho ou da chamada ‘pejotização’; Lucas Freire, psicólogo do trabalho, comenta

A pejotização, termo que se refere à contratação de trabalhadores como pessoa jurídica (PJ) em vez de empregados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), IBGE aponta que trabalhadores autônomos trabalham, tem gerado dúvidas e expectativas entre os profissionais. Muitos acreditam que atuar como PJ proporciona maior autonomia, flexibilidade e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, mas especialistas alertam para os riscos e desafios dessa modalidade.

O que é pejotização e seus riscos

Lucas Freire, psicólogo do trabalho e especialista no tema, explica que a pejotização pode mascarar a precarização das relações de trabalho. Embora pareça oferecer liberdade, muitas vezes ela esconde a ausência de garantias trabalhistas típicas do regime CLT, como férias remuneradas e estabilidade, o que pode frustrar as expectativas dos trabalhadores.

Perspectivas do empreendedor e do profissional: Freire destaca que existem dois pontos de vista sobre a pejotização: o do empreendedor, que busca redução de custos e flexibilidade contratual, e o do profissional, que deseja maior remuneração mas pode não perceber a perda de direitos. Ele ressalta que setores como o jurídico e o de tecnologia já possuem maior cultura de trabalho em formato PJ, mas alerta para a necessidade de análise crítica para evitar descaracterização do vínculo empregatício.

Desafios da jornada como PJ: O especialista também comenta que a transição para o trabalho como PJ pode levar a uma sobrecarga e ao esgotamento, já que o empreendedor muitas vezes não consegue estabelecer limites claros entre trabalho e vida pessoal. Isso pode resultar em burnout e problemas de saúde mental, agravados pela pressão por produtividade constante e pela falta de tempo para lazer e descanso.

Orientações para quem considera a pejotização: Para quem pensa em migrar para o regime PJ, Lucas Freire recomenda entender os prós e contras, refletir sobre as reais motivações e consequências dessa escolha, e buscar autoconhecimento para assumir as responsabilidades e limitações do novo modelo. Além disso, sugere incorporar atividades lúdicas e formas de descompressão para manter o equilíbrio emocional e a saúde mental.

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Freire enfatiza a importância de um senso crítico tanto dos profissionais quanto das organizações para construir relações de trabalho mais saudáveis e produtivas. Ele também destaca que a pejotização não é uma solução universal e que cada indivíduo deve avaliar cuidadosamente se essa modalidade atende às suas necessidades e expectativas.

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