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Idosa de 83 anos não consegue ambulância e precisa ser transportada em furgão de van

Dona Amélia estava com as duas pernas engessadas, precisava fazer tomografia no HC Ribeirão e não conseguiu ambulância
Idosa ambulância transportada furgão
Dona Amélia estava com as duas pernas engessadas, precisava fazer tomografia no HC Ribeirão e não conseguiu ambulância

Dona Amélia estava com as duas pernas engessadas, precisava fazer tomografia no HC Ribeirão e não conseguiu ambulância

Um caso inusitado em Ribeirão Preto chamou a atenção para as dificuldades enfrentadas por pacientes que necessitam de transporte especializado. Uma idosa de 83 anos, impossibilitada de se locomover devido a problemas nas pernas, precisou ser levada para um exame de tomografia no Hospital das Clínicas em um furgão, após a família não conseguir contratar uma ambulância.

A Saga em Busca de Transporte

Segundo o neto da idosa, André Coelho-Baricali, a família inicialmente contratou uma ambulância particular. No entanto, um erro de informação os levou a outra unidade do hospital, e o motorista se recusou a seguir até o Hospital das Clínicas no centro da cidade. A recusa, segundo relatos, estaria relacionada a uma suposta burocracia do hospital, que dificultaria a devolução de macas às empresas de ambulância, gerando longas esperas.

A Solução Improvisada e o Desespero da Família

Diante da impossibilidade de encontrar outra ambulância particular disponível e da urgência do exame, a família recorreu a uma solução improvisada: utilizaram um furgão da empresa da família para transportar a idosa. A viagem, realizada em um colchão improvisado em um compartimento fechado e sem janelas, durou cerca de 30 minutos. O neto da idosa expressou sua indignação com a situação, relatando a sensação de desrespeito e a falta de assistência, mesmo ao tentar contratar um serviço particular.

Posicionamento dos Órgãos Envolvidos

O Hospital das Clínicas, em nota, informou que a retenção de macas ocorre apenas em casos de pacientes encaminhados pelo sistema de vaga zero e que não havia registro de reclamações na unidade de emergência no momento do ocorrido. A Secretaria de Saúde da Prefeitura esclareceu que o SAMU é destinado a atender urgências e emergências, realizando remoções agendadas com antecedência.

A situação vivenciada pela família expõe as fragilidades no sistema de transporte de pacientes e a necessidade de soluções que garantam o acesso à saúde de forma digna e eficiente.

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