Fisioterapeuta de 32 anos teria agredido mãe de 61, em Ribeirão Preto
Um caso de violência contra idoso chocou a delegacia de Ribeirão Preto. Uma idosa de 61 anos denunciou ter sido agredida pela própria filha, uma fisioterapeuta de 32 anos, no Parque Bandeirantes.
O Depoimento da Filha
Segundo o delegado Luiz Geraldo Dias, responsável pela delegacia do idoso, a filha foi ouvida inicialmente sem saber da existência de um vídeo com evidências das agressões. Em seu depoimento inicial, ela apresentou uma versão da história familiar que não coincidia com as evidências. Confrontada com o vídeo, a filha alegou que os sons de tapas seriam dela mesma se autoflagelando, batendo em suas próprias pernas. O delegado considerou essa explicação inaceitável, já que os gritos de dor da mãe acompanhavam os supostos tapas.
O Relato da Vítima e do Pai
A idosa, em um primeiro momento, tentou minimizar a situação, relatando apenas discussões e desentendimentos com a filha. O pai, por sua vez, alegou não ter presenciado as agressões, mesmo estando na casa no momento dos fatos. Ele tentou justificar os ruídos ouvidos no vídeo como sendo provenientes do andador da esposa.
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Próximos Passos e Implicações Legais
Embora a idosa não apresentasse lesões aparentes, o que impossibilitou a realização de um exame de corpo de delito, a filha deverá responder inicialmente por crime de maus-tratos, conforme o Estatuto do Idoso. O delegado Dias ressaltou que, dependendo do desenvolvimento das investigações e da constatação de reincidência, o caso poderá ser enquadrado como tortura, um crime mais grave. Informações indicam que as agressões ocorrem há algum tempo, e familiares já haviam entrado em contato com a delegacia.
O caso segue em investigação para determinar a extensão das agressões e as responsabilidades da autora.



