Quais os riscos de deixar o aparelho ligado na tomada? O que isso implica nos condomínios? Ouça o comentário de Márcio Spimpolo!
Uma moradora de 63 anos teve o apartamento parcialmente destruído após o celular que deixara carregando sobre a cama superaquecer e explodir. Embora a idosa não tenha se ferido, o fogo atingiu boa parte do imóvel e mobilizou o combate das chamas.
O acidente e os riscos imediatos
O episódio, identificado pelas equipes de socorro como consequência de superaquecimento da bateria, reforça advertências recorrentes dos bombeiros: aparelhos deixados sobre colchões, travesseiros, sofás ou outros materiais inflamáveis representam risco elevado quando carregados. A prática de dormir com o aparelho na cabeceira ou sob o travesseiro, comum entre usuários que deixam o telefone carregando a noite toda, facilita concentrações de calor e pode desencadear incêndios.
Recomendações de segurança para usuários
Especialistas consultados apontam medidas simples para reduzir o risco de incêndio por baterias de lítio:
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- Evitar carregar o aparelho sobre a cama, sob travesseiros ou em móveis estofados; colocar o dispositivo sobre superfície firme e distante de materiais inflamáveis.
- Usar cabos, carregadores e baterias originais ou certificados pelo fabricante; acessórios paralelos ou danificados aumentam a chance de curtos e sobrecarga.
- Não utilizar o celular enquanto ele estiver conectado à tomada; se o telefone tocar, desconectar antes de manuseá‑lo.
- Desconectar equipamentos durante chuvas fortes ou quedas de energia prolongadas, como se recomenda para outros eletrodomésticos.
- Evitar carregamento em locais úmidos, como banheiros, e tomar cuidado ao mexer no aparelho conectado, preferindo calçado isolante quando necessário.
Condomínios e veículos elétricos: planejamento e normas
Em edifícios, o acúmulo diário de vários carregadores pode sobrecarregar a infraestrutura elétrica. Síndicos e condôminos devem avaliar a capacidade do sistema, contratar laudo de engenheiro elétrico e aprovar projetos em assembleia, seguindo as normas do corpo de bombeiros e da concessionária de energia. No caso de veículos elétricos, que também usam baterias de lítio em escala maior, a preocupação com fuga térmica e risco de incêndio é semelhante; por isso, a instalação de pontos de recarga precisa ser planejada, com estudo de viabilidade e adequações previstas para consumo e segurança.
O incidente com a moradora de 63 anos serve como alerta para a adoção de práticas simples no dia a dia e para o planejamento coletivo em condomínios, reduzindo chances de novas ocorrências envolvendo baterias de lítio.